Duna
Ricardo Hasegawa
“Duna” se passa em um deserto fictício chamado Arrakis, ou Duna, num mundo mais desenvolvido que o nosso, em que se encontra uma areia que possui especiarias de alto valor monetário. O Imperador então decide explorá-la em larga escala, mas para isto ele precisa lidar com o povo que já habitava o local. Para isto ele decide mandar a família real Atreides, chefiada por Leto e por seu filho Paul.
Toda a história se passa sob o ponto de vista de Paul, descobrindo o seu próprio futuro e que o Imperador não é tão legal assim.
“Duna” demorou muito tempo para sair da gaveta, mas agora que saiu, sentimos um alívio grande. O filme sofreu algumas alterações, como a escolha de direção, pois antes quem estava era o Alejandro Jodorowsky, com o estilo mais psicodélico, mas agora depois de um tempo temos o genial Denis Villeneuve de recentes obras como Blade Runner 2049, Sicario, A Chegada, entre outros.
Lembrando que Duna é um livro de 1965, muito aclamado pelos leitores, que esperavam uma adaptação fiel nas telonas, ao contrário do que foi feito por David Lynch em 1984. Com isto fica claro a grande preocupação que Villeneuve tinha com a grande tarefa de transitar com o racional e o simbólico do livro.
Uma coisa que vale a pena ser citada é que o livro tem sempre mais coisas a serem contadas do que o filme, justamente por não ter um espaço de tempo restrito, então você pode esperar por algumas mudanças de tela.
Acompanhamos Paul durante toda a sua jornada por Duna, atrás dos Fremens. Observamos o trabalho de câmera sempre em tomadas amplas, praticamente em todo o decorrer do filme, sempre permitindo que você absorva todos os cenários deslumbrantes, sua arquitetura, as complexas peças de figurino, tudo isso para que aproveitemos ao máximo a experiência.
Uma coisa que não se pode ser esquecida jamais é a trilha sonora, principalmente porque estamos falando do genial Hans Zimmer, um dos maiores compositores de trilhas sonoras que existe, lembrado por trabalhos como, Rei Leão, Gladiador, Interstellar, Dunkirk, entre outras. Aqui não é por menos, pois ele faz um excelente trabalho, dando emoção aos momentos de tensão que o filme apresenta, como o anúncio imperial para que os Atreides vão para Duna, em que era para ser um momento 'normal', mas que com a música fica gigantesco.
Coisas que não são tão agradáveis também acontecem por aqui, como a ausência de construção de personagens como Gurney Halleck, Dr. Liet Kynes, Dr. Wellington Yueh. Suas mortes não têm carga dramática pois somos pouco apresentados a eles. Outro ponto é o ritmo inconsistente dado à obra, onde em diversas partes é muito acelerado e em outras, muito arrastado.
Um dos momentos memoráveis é quando Paul e Lady contemplam em desolação a destruição de sua casa, pois é daí que conseguimos ver a mudança no tom, já que agora os dois buscam somente a sobrevivência.
As visões que Paul tem durante todo o filme foi uma das coisas que me intrigou, pois ele as tem em diversos momentos do filme e quando elas se 'concretizam', nada ocorre daquela forma esperada. Então, podemos esperar pela segunda parte do filme ansiosos para ver o desfecho que o diretor está preparando, se Paul conseguirá cumprir a 'profecia' ou não.
"Duna" encontra-se disponível em alguns cinemas por São Paulo, mas aconselho a tentar assisti-lo pela plataforma de Streaming da HBO Max.
Nota: 3,5.
“Duna” se passa em um deserto fictício chamado Arrakis, ou Duna, num mundo mais desenvolvido que o nosso, em que se encontra uma areia que possui especiarias de alto valor monetário. O Imperador então decide explorá-la em larga escala, mas para isto ele precisa lidar com o povo que já habitava o local. Para isto ele decide mandar a família real Atreides, chefiada por Leto e por seu filho Paul.
Toda a história se passa sob o ponto de vista de Paul, descobrindo o seu próprio futuro e que o Imperador não é tão legal assim.
“Duna” demorou muito tempo para sair da gaveta, mas agora que saiu, sentimos um alívio grande. O filme sofreu algumas alterações, como a escolha de direção, pois antes quem estava era o Alejandro Jodorowsky, com o estilo mais psicodélico, mas agora depois de um tempo temos o genial Denis Villeneuve de recentes obras como Blade Runner 2049, Sicario, A Chegada, entre outros.
Lembrando que Duna é um livro de 1965, muito aclamado pelos leitores, que esperavam uma adaptação fiel nas telonas, ao contrário do que foi feito por David Lynch em 1984. Com isto fica claro a grande preocupação que Villeneuve tinha com a grande tarefa de transitar com o racional e o simbólico do livro.
Uma coisa que vale a pena ser citada é que o livro tem sempre mais coisas a serem contadas do que o filme, justamente por não ter um espaço de tempo restrito, então você pode esperar por algumas mudanças de tela.
Acompanhamos Paul durante toda a sua jornada por Duna, atrás dos Fremens. Observamos o trabalho de câmera sempre em tomadas amplas, praticamente em todo o decorrer do filme, sempre permitindo que você absorva todos os cenários deslumbrantes, sua arquitetura, as complexas peças de figurino, tudo isso para que aproveitemos ao máximo a experiência.
Uma coisa que não se pode ser esquecida jamais é a trilha sonora, principalmente porque estamos falando do genial Hans Zimmer, um dos maiores compositores de trilhas sonoras que existe, lembrado por trabalhos como, Rei Leão, Gladiador, Interstellar, Dunkirk, entre outras. Aqui não é por menos, pois ele faz um excelente trabalho, dando emoção aos momentos de tensão que o filme apresenta, como o anúncio imperial para que os Atreides vão para Duna, em que era para ser um momento 'normal', mas que com a música fica gigantesco.
Coisas que não são tão agradáveis também acontecem por aqui, como a ausência de construção de personagens como Gurney Halleck, Dr. Liet Kynes, Dr. Wellington Yueh. Suas mortes não têm carga dramática pois somos pouco apresentados a eles. Outro ponto é o ritmo inconsistente dado à obra, onde em diversas partes é muito acelerado e em outras, muito arrastado.
Um dos momentos memoráveis é quando Paul e Lady contemplam em desolação a destruição de sua casa, pois é daí que conseguimos ver a mudança no tom, já que agora os dois buscam somente a sobrevivência.
As visões que Paul tem durante todo o filme foi uma das coisas que me intrigou, pois ele as tem em diversos momentos do filme e quando elas se 'concretizam', nada ocorre daquela forma esperada. Então, podemos esperar pela segunda parte do filme ansiosos para ver o desfecho que o diretor está preparando, se Paul conseguirá cumprir a 'profecia' ou não.
"Duna" encontra-se disponível em alguns cinemas por São Paulo, mas aconselho a tentar assisti-lo pela plataforma de Streaming da HBO Max.
Nota: 3,5.
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