The Batman


Ricardo Hasegawa e Tomás Gimenes

Finalmente chegou o tão esperado dia de conferir o filme. Dito isso, temos uma trama que se inicia no dia 30 de Outubro, em que ocorre um assassinato do prefeito de Gotham e pistas são deixadas para o Batman pelo Charada. Toda a trama se desenvolve em torno do Charada, onde ele quer purificar a cidade de toda a corrupção existente nela, expondo tudo o que há de pior sobre os poderosos.
Em meio a tudo isso, temos um Bruce Wayne que vive sua vida extremamente solitário, voltado para a vingança, e pela busca do sentido do que é ser um símbolo e inspirar as pessoas, na qual ela só começa a fazer sentido depois da experiência de quase morte de seu leal escudeiro Alfred, pois é por onde ele descobre a verdade sobre a morte de seus pais, causando nele um sentimento de não mais vingança e sim reconstrução.
No fim conseguimos ver as pessoas começando a confiar no Batman e o vendo como um símbolo de esperança e não como símbolo de sofrimento.
Lembro que em meados de 2016 depois de assistir Batman vs Superman: A Origem da Justiça, fiquei pensando um bom tempo sobre o que havia visto, pois fomos apresentados a um Batman que nunca tínhamos conhecido, e esperávamos que toda aquela mística que existe no personagem fosse passada para nós, mas nunca foi vista. Confesso que não sou fã do filme e não gostei quando foi falado que Ben Affleck estava produzindo um filme solo para o personagem, pois sempre me deparava com a ascensão dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, (calma, nós adoramos os filmes do MCU também) enquanto que o os filmes da DC não estavam indo tão bem, vide Esquadrão Suicida e Liga da Justiça de Joss Whedon.
Depois disso quase não lia as notícias sobre os filmes da DC, mas sempre os assistia no cinema com pouca esperança de que veria algo tão bom e só fui saber da existência desse filme quando o Robert Pattinson foi escolhido como o novo Batman, o que achei curioso o suficiente para acompanhar notícias sobre o filme.
Saindo do cinema,vim para casa de um jeito diferente, pensando em tudo que acabava de ver. Fazia um tempo em que os filmes sobre heróis não me deixava um tanto empolgado assim, o último talvez tenha sido Vingadores: Ultimato.
Conseguimos ver uma Gotham City que combina quase perfeitamente a estética gótica similar aos Bat-Filmes de Tim Burton. Não deveria funcionar, mas funciona lindamente.
A simples ideia de que, no ano de 2022, em que filmes de super heróis não são só filmes, mas eventos, fazendo parte de um universo maior (como Homem-Aranha), a ideia de um filme solo do Batman, que não se encaixa em uma narrativa maior e é apenas um estudo de personagem sobre o Batman, parece mais do que audaciosa. Ainda mais com a escolha de atores que nos surpreenderam, pois confesso que não conhecia os trabalhos da Zoë Kravitz e Jeffrey Wright. Ainda mais considerado pela escolha de seus personagens, emblemáticos no universo do morcego.
Falamos sobre Zoe Kravitz quando está em cena. Ela encarna uma mistura perfeita da tenacidade e bondade de Selina Kyle. A maneira como o arco dela e o do Batman se cruzam funciona muito bem.
Wright interpreta um policial sofrendo sob a pressão do trabalho, lutando para manter seus valores intactos em uma delegacia extremamente corrupta, tendo apenas o vigilante mascarado em quem confiar. Também confesso que a escolha do vilão(Charada) não tinha me deixado tão empolgado no começo, mas depois da sessão tive de dar parabéns por isso. Toda vez que "Something in the way" toca é meio sinistro.
Quero deixar aqui uma aspas ao Robert Pattinson, que no começo do projeto uma quantidade de pessoas o questionaram sobre viver o personagem, mas agora sabemos que ele é o personagem, pois sua atuação está espetacular, pois do começo ao fim fiquei absorto ao filme, pois ele nos entrega um Bruce Wayne psicologicamente abalado aos fatos que aconteceram e como canaliza os seus recursos para com a Gotham na questão de melhorá la, além de claro, ver todo o seu processo de ascensão a herói.
Conseguimos sentir a mão do diretor e do roteirista, onde eles leram muitos quadrinhos do morcego, antes de sair escrevendo qualquer coisa, pois se você for um leitor mais assíduo, você conseguirá ver muitas referências a histórias clássicas e arcos de escritores.
O longa nos fornece aquele novo ar de que podemos fazer algo muito bom como não fazíamos há um tempo, desde Aquaman e Shazam (sim, sabemos que estes filmes são 'coloridos'), e Mulher-Maravilha. Agora nos resta esperar que as novas produções possam seguir com o trabalho muito bem feito e de forma parecida, com a liberdade de nos apresentar as visões novas sobre o personagem com toques do clássico e o resultado desta mistura fazendo um filme tão espetacular quanto esse.

Nota: 5,0.

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