Casa Gucci

Ricardo Hasegawa

O filme é baseado no livro "A Casa da Gucci: Uma História Sensacional de Assassinato, Loucura, Glamour e Ganância", escrito pela Sara Gay Forden, que também já escreveu outras livros sobre a marca.
O filme é ambientado entre as décadas de 1970 à 1990. Contando a história de amor entre Patrizia Reggiani e Maurizio Gucci e toda a ascensão e derrocada dos dois frente ao Império da marca Gucci.
Tudo começa com a Patrizia fazendo planos para que Maurizio assuma o controle da empresa, pois seu tio já estava bastante debilitado e pensando em sua aposentadoria do controle da marca. Uma coisa que depois se torna inevitável e os dois conseguem o controle da empresa.
Finalmente Fabrizia tem tudo o que ela desejava, dinheiro, fama e poder. Mas, nem tudo sai como ela planejava, pois depois descobrimos que Maurizio acaba se interessando por outra mulher. Com isto, ela começa a arquitetar um plano para que a empresa fique em suas mãos, para isso ela decide matar o marido, pelo simples fato de não aceitar a separação e que sua condição de vida iria mudar.
O elenco deste filme é extremamente fantástico, mas que fica somente nisso, pois em muitos casos você consegue acreditar no ator, em outros não, fazendo com que a atmosfera do filme seja estranha. Você consegue ver a diferença entre os atores, principalmente se tratando dos principais com os coadjuvantes, visto Gaga e Driver sempre num tom mais sério e realistas, enquanto por Leto e Al Pacino num tom mais caricato, que deixa a cena mais cômica.
Vemos o modo extravagante que é construído em torno deles, principalmente com Gaga, pois sempre que ela aparece em tela você consegue nota-lá, por sempre estar usando roupas extravagantes, visto a cena dela no topo da montanha. Também é lembrado o sotaque inglês feito por Al Pacino e Leto, muito fantástico.
Uma coisa que não podemos deixar de aplaudir é a convicção do diretor, Ridley Scott, pois ele nos entrega uma satirização dos excessos de uma família extremamente burguesa como os Gucci e todos os ambientes que estes circulam.
Uma cena que marca muito bem isso é quando uma empregada de Fabrizia mostra a ela a bolsa que o marido comprou da marca, sendo que era uma cópia da marca, ou seja, ela estava se colocando no mesmo patamar social que sua patroa, deixando Fabrizia totalmente raivosa com esta comparação de que 'qualquer' um possa comprar um objeto da marca.
O filme me parece querer ser muito mais do que é, pois até o fim do segundo ato ele ia bem, com o relacionamento entre Fabrizia e Maurizio, além do drama superficial entre pai e filho. Mas, com o início do terceiro ato ele começa a desandar, mudando de tom,onde começa a juntar mais conceitos ao que já tem, como as conversas sobre as ações da empresa, a reconstrução do império Gucci com os novos designers, a expansão da marca e dificuldades de evasão fiscal.
Não estou dizendo que tudo isso não seja legal, pois é sim, mas fica claro que faltou tempo de tela para o desenrolar de tudo, fazendo que nos distanciamos do que estava funcionando, o drama do círculo familiar.
O filme é tudo isto, um filme feito para ser extravagante, com cenários, vestuários, trilha sonora e até o sotaque do inglês feito para ser extravagante.
O filme vale a pena ser assistido, pois é um ótimo entretenimento ao se testemunhar o modo de vida dos ridiculamente endinheirados, ainda mais com a crítica do diretor feita à aristocracia hereditária dos Gucci da época, que hoje já não existe mais.
Lembrando que o filme não se encontra mais nos cinemas, mas provavelmente ele entrará no serviço de streaming do Paramount+, dentro da plataforma do Amazon Prime Video.

Nota: 3,5.

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