The Boys 3ª Temporada
O final da 2a temporada de "The Boys" trouxe um certo senso de conclusão, apontando para um futuro otimista (em partes) para os personagens centrais da história e forçando-os a assumir novos papéis, e tomar novas direções em suas vidas.
A terceira temporada então lida com isso de uma forma muito interessante: fazendo com que os personagens confrontem se é possível mudar. Se é possível mudar a direção de suas vidas, ou se eles estão destinados a serem o que são.
Butcher e Hughie conseguirão seguir sua missão anti-super por dentro do sistema ou serão forçados a se rebaixar ao nível daqueles que odeiam para conseguir o que querem? Leitinho, Francês e Kimiko conseguiram superar os erros e traumas do passado e seguir em frente ou vão sempre estar atrelados a eles? Sob essa perspectiva, "The Boys" se aprofunda mais na essência dos personagens nessa nova temporada do que nunca.
A série segue com sua crítica sempre afiada e precisa a cultura de celebridades, corrupção corporativa e manipulação midiática. Mas em meio a todo o delicioso cinismo, o tema do “heroísmo”, no sentido clássico da palavra, está mais predominante do que em temporadas anteriores.
Os personagens se veem constantemente forçados a escolher entre conquistar seus objetivos ou colocar a segurança dos outros em primeiro lugar. As escolhas que são feitas são, mais do que qualquer outra coisa, o que diferencia os dignos de redenção daqueles que já estão longe de salvação.
Se durante 3 temporadas, podemos associar o Capitão Pátria com tudo o que há de mais terrível e corrupto, a nova temporada de “The Boys” cai de cabeça em questionar o que faz o Capitão Pátria ser quem é. O quão importante é o amor, o apoio e a aprovação para a formação de uma pessoa, e como a falta dessas coisas é o que separa um herói de uma ameaça.
A nova temporada de “The Boys” traz adaptações de personagens e histórias dos quadrinhos de formas muito interessantes:
. A introdução de Soldier Boy. Jensen Ackles brilha em sua performance como um Capitão América da vida real, tão irreverente, autoritário e brutal quanto é esperado.
. “Temp V”. A versão diluída do Composto V usada pela gangue nas HQs para lutar contra os Supers é adaptada de forma incrível na série, pois traz todas as questões éticas e morais para a superfície. Isso sem mencionar como a série aumenta a tensão criando riscos e consequências para o uso do V, não antes abordados.
. Herogasm, ou Supersuruba. O evento repleto de sexo e drogas que reúne os super-heróis nos quadrinhos, é adaptado na série como um evento mais modesto que reúne personagens de terceira linha, porém com toda a ausência de pudor da HQ. O roteiro do episódio é notável, pois consegue, de forma orgânica, juntar quase todos os personagens centrais no mesmo ambiente e cria interações que são tensas, engraçadas, e até emocionantes, fazendo com que esse seja um dos eps. mais memoráveis da série.
Nota: 4,5.
A terceira temporada então lida com isso de uma forma muito interessante: fazendo com que os personagens confrontem se é possível mudar. Se é possível mudar a direção de suas vidas, ou se eles estão destinados a serem o que são.
Butcher e Hughie conseguirão seguir sua missão anti-super por dentro do sistema ou serão forçados a se rebaixar ao nível daqueles que odeiam para conseguir o que querem? Leitinho, Francês e Kimiko conseguiram superar os erros e traumas do passado e seguir em frente ou vão sempre estar atrelados a eles? Sob essa perspectiva, "The Boys" se aprofunda mais na essência dos personagens nessa nova temporada do que nunca.
A série segue com sua crítica sempre afiada e precisa a cultura de celebridades, corrupção corporativa e manipulação midiática. Mas em meio a todo o delicioso cinismo, o tema do “heroísmo”, no sentido clássico da palavra, está mais predominante do que em temporadas anteriores.
Os personagens se veem constantemente forçados a escolher entre conquistar seus objetivos ou colocar a segurança dos outros em primeiro lugar. As escolhas que são feitas são, mais do que qualquer outra coisa, o que diferencia os dignos de redenção daqueles que já estão longe de salvação.
Se durante 3 temporadas, podemos associar o Capitão Pátria com tudo o que há de mais terrível e corrupto, a nova temporada de “The Boys” cai de cabeça em questionar o que faz o Capitão Pátria ser quem é. O quão importante é o amor, o apoio e a aprovação para a formação de uma pessoa, e como a falta dessas coisas é o que separa um herói de uma ameaça.
A nova temporada de “The Boys” traz adaptações de personagens e histórias dos quadrinhos de formas muito interessantes:
. A introdução de Soldier Boy. Jensen Ackles brilha em sua performance como um Capitão América da vida real, tão irreverente, autoritário e brutal quanto é esperado.
. “Temp V”. A versão diluída do Composto V usada pela gangue nas HQs para lutar contra os Supers é adaptada de forma incrível na série, pois traz todas as questões éticas e morais para a superfície. Isso sem mencionar como a série aumenta a tensão criando riscos e consequências para o uso do V, não antes abordados.
. Herogasm, ou Supersuruba. O evento repleto de sexo e drogas que reúne os super-heróis nos quadrinhos, é adaptado na série como um evento mais modesto que reúne personagens de terceira linha, porém com toda a ausência de pudor da HQ. O roteiro do episódio é notável, pois consegue, de forma orgânica, juntar quase todos os personagens centrais no mesmo ambiente e cria interações que são tensas, engraçadas, e até emocionantes, fazendo com que esse seja um dos eps. mais memoráveis da série.
Nota: 4,5.
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