Thor: Amor e Trovão

O filme se passa depois dos eventos ocorridos de Vingadores: Ultimato, onde o protagonista Thor passa a viver em conjunto com os Guardiões da Galáxia, sob a pretensão de se encontrar como pessoa. Infelizmente em meio a tudo isto ele descobre que sua terra natal, Asgard é a próxima a ser morta pelo Carniceiro de Deuses.
O filme é dirigido pelo Taika Waititi, sendo que os roteiros também são assinados por ele e pela Jennifer Kaytin Robinson.
O filme é meio decepcionante, pois quando foi noticiado que Taika iria também assinar os roteiros ficamos despreocupados por acharmos que ele iria fazer um ótimo trabalho, pois foi ele que conseguiu dar uma nova cara ao personagem em Thor: Ragnarok, onde ele conseguiu fazer um bom filme que ajudou na alavancada do herói perante aos outros, como Homem de Ferro, Capitão América, Guardiões da Galáxia, Homem-Aranha, Doutor Estranho, etc. Por estas e outras, o filme levantou um hype muito grande, mas que não foi correspondido.
Tudo começa pelo alto tom de comédia que o filme emprega, onde na maioria das cenas tem uma fala engraçada para quebrar o clima da plateia. Mesmo em cenas dramáticas, onde vem uma piadinha ou falas de tiozão. Em algumas ela chega a quebrar o clima em que estávamos sendo apresentados de muito dramaticidade, como a quase morte de Sif, onde ela fala que irá morrer e que está feliz porque irá para Valhalla, mas Thor diz que somente seu braço irá, pois ele foi desmembrado em batalha e ela não.
Outra questão importante é quanto ao tempo de tela do protagonista em torno de se encontrar como pessoa durante o tempo em que esteve com os Guardiões da Galáxia, pois é muito rápido e temos flashes dele treinando e voltando a ser o Thor bombado, onde tudo isso acontece através de uma narração de Korg, onde ele discursa sobre ser "Uma clássica aventura do Thor".
Um erro que o diretor faz é sobre as "mini aventuras" em espaços diferentes, Nova Asgard, depois no panteão de Deuses e posteriormente na Dimensão das Sombras, onde ele esquece de conectá-las e deixa todas desconjuntadas.
Pega por exemplo o Panteão de Deuses, na qual ele tem um enorme potencial de um núcleo totalmente maluco é desperdiçado em uma conversa entre Zeus e Thor. Aliás, deixar o Russel Crowe ficar fazendo dancinhas chega a ser constrangedor.
As cenas de Nova Asgard também são pouco exploradas, sendo uma cópia de Disneylândia e um palco para a peça de Thor. Somos pouco apresentados a esse reino na Terra, que possui diversas diferenças culturais e sociais que seria muito interessante de se ver.
Uma coisa bem triste é a forma como os novos personagens são introduzidos por aqui, pois os dois são importantíssimos nas HQ 's, mas aqui não conseguiram ter o mesmo desenvolvimento.
A começar pelo Gorr, o Carniceiro de Deuses, um ser que foi iniciado pelas mãos de Jason Aaron e Esad Ribić, quando relançaram as histórias do Deus do Trovão em 2013. Aqui somos apresentados ao personagem com um cunho parecido ao das HQ 's, mas o erro é o encontro com Thor, pois mais uma vez temos cenas dramáticas que são quebradas por meio de piadas, principalmente na cena do embate onde Thor manda uma piada sobre dentista, um desperdício para o ator Christian Bale, pois as cenas em que ele está sozinho ou com as crianças são realmente boas e mostram a importância do vilão para a trama.
Agora temos a queridinha moderna das HQ 's, A Poderosa Thor, onde foi apresentada em 2014 para o público, onde ela assume o Mjolnir por ser digna enquanto Odinson não é mais. No longa ela é chamada pelo Mjolnir, que estava totalmente despedaçado desde o Ragnarok, mas agora ele se regenera. O problema está em por que ela é agora a Thor? Pois não a vejo sendo digna dele, somente no momento final do filme.
Tirando todos estes momentos ruins, ainda temos algumas coisas que o filme consegue nos transmitir que são boas.
O Mjolnir se despedaçando e se regenerando ficou muito legal, em contrapartida o Rompe-Tormentas com ciúmes e fazendo birras quando Thor quer usá-lo e não está funcionando.
Os dois Thors lutando juntos em prol do mundo, o exército infantil liderado pelo filho de Heimdall e energizado pelo Thor com suas 'armas' de improviso, onde até um ursinho é usado e todo o bloco da Dimensão Sombria.
Há também vários momentos que sim são engraçados e cabem muito bem no longa, como os bodes que gritam e servem como cavalos para levá-los a outra dimensão e Jane procurando uma frase de efeito para usar na batalha.
Os temas que o filme propõe também são muito sensíveis e legais em relação a mortalidade, paternidade, romance e propósito de vida. Culminando no Thor sendo um pai (tio) da filha de Gorr.
A veracidade de ser digna quando Jane se entrega pelo bem das crianças raptadas por Gorr em troca de sua vida.
O que não se pode afirmar é que essa não é uma clássica aventura do Thor.

Nota: 3,0.

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