Elvis



A cinebiografia conta a história de Elvis Aaron Presley, mundialmente conhecido como o Rei do Rock, o mais icônico cantor de seu tempo. Nele temos a visão da vida do Rei contada pelo seu empresário, o lendário Coronel Tom Parker.
Começa desde a sua infância, na cidade de Memphis, no estado do Tennessee, onde é bombardeado pela música, desde o Blues e Jazz e até mesmo com seu entusiasmo pelos quadrinhos, especificamente o Capitão Marvel Jr.
Temos o surgimento dele como cantor numa rádio, a Sun Records, onde era uma mistura de gêneros musicais, de Blues, Jazz, Country e Rock. Não demorou muito para ser descoberto então pelo seu futuro empresário, o Coronel Tom Parker.
Ele foi um relâmpago na indústria musical do seu tempo, onde juntavam multidões com sua música envolvente e seu gingado contagiante. Ele teve muito sucesso com suas músicas, Heartbreak Hotel, Can't Help Falling In Love, Love Me Tender, My Way, Trouble, etc.
Para a sua época, Elvis foi um grande inovador, pois juntou vários gêneros em um só, trazendo algo que era único e lindo. Por causa disto, as coisas depois começaram a piorar para o lado dele, pois muita gente o alçava como um baderneiro, ou no termo mais representativo, um rebelde. Muito desse seu jeito era um kit, que vinha com as roupas, o gel no cabelo, carros (Cadillacs), guitarras e seu jeito de ser.
O outro lado que o filme nos apresenta é sobre a visão de seu empresário, o Coronel Tom Parker, que conseguiu convencer Elvis a assinar com ele e o transformar num super-herói que ele tanto queria ser. Afinal ele conseguiu atingir esse posto, mas ao custo muito pesado de sua alma, pois fez com que Elvis trabalhasse para ele até o final de sua vida, quando morreu de complicações do coração. O Coronel para isso usou de várias artimanhas para que Elvis continuasse com ele, embora este já não mais o queria, mas o Coronel tinha muitas dívidas com o cassino e somente com os shows dele e que poderia ser salvo da dívida.
A morte de Elvis foi também uma das coisas mais polêmicas que ocorreu durante anos, pois até mesmo hoje as suspeitas ainda existem, principalmente depois que souberam do seu exagero de remédios que ele tomava, muito por causa dos seus extenuantes shows que ele tinha de fazer.
Sua dependência química foi extenuada no filme, mostrando que ele tinha que usar para fazer absolutamente tudo, desde ir dormir, acordar e conseguir aguentar o dia corrido que ele tinha. Muito se deve ao Coronel que o fazia de um workaholic, com a justificativa de que seus fãs precisavam dele e que somente se fosse assim conseguiria se tornar o super-herói.
O filme é maravilhoso graças ao diretor Baz Luhrmann, pois este é o mesmo de The Great Gatsby, Moulin Rouge!, The Get Down, entre outros. Ele tem em suas obras estilos que são exuberantes, tornando sempre as coisas muito grandiosas. No filme ele não deixa a desejar, pois consegue mostrar em tela o estilo da época, com as roupas que são utilizadas, a questão de ter muito dinheiro, a política da época, os cortes de cabelo, mas o melhor é a questão da música, pois ele coloca a Beale Street, local em que vemos os grandes nomes da música, como B.B.King, Sister Rosetta Tharper e Little Richard.
Baz também consegue empregar o ritmo do filme aos sons de Elvis, com as passagens de tempo em ritmos, que vão de suave ao rock em poucos segundos, fazendo com que você não preso na cadeira e fique submerso na trama.
Obviamente o filme tem no roteiro um certo romance, por isso muita coisa pode ter sido alterada ou até nem existido em sua forma original, mas isso não é demérito, é somente uma visão do roteirista e do diretor.
Essa é uma grande homenagem ao Rei do Rock, justamente a altura que ele merece.

Nota: 4,5.

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