Eternos - Vol. 1



Depois da estreia do filme Eternos, o panteão de seres entrou oficialmente para o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), o que acarreta o sucesso para o grupo em diferentes mídias dentro da Marvel. Acontece que nos quadrinhos, Os Eternos já não tinham tanta relevância assim, mas a editora decidiu dar uma nova chance a equipe nos quadrinhos e em março de 2021, houve o lançamento da série.
Para isto, a equipe criativa teve o Kieron Gillen comandando os roteiros e Esad Ribić na arte. A dupla fez a minissérie em 12 edições mensais lá nos EUA. Aqui no Brasil ela foi dividida em 2 encadernados, com cada uma contendo 6 edições, publicada pela Panini Comics.
Desde que eles foram aniquilados, os Eternos começam a despertar com a máquina e a ajuda da Uni-Mente. Ikkaris é o último a despertar e tem a função de libertar a Sprite da sua prisão na exclusão. Depois quando Ikkaris vai falar com Zuras, ele descobre que Zuras está morto, onde foi assassinado.
Cabe agora aos Eternos descobrir quem foi o assassino de Zuras e quem foi o mandante. Parte disso temos a narração feita pela inteligência que controla a Máquina dos Eternos, que aos poucos conta a história atual da equipe e vai utilizando páginas de texto que tentam desembolar a complexa história deles, desde as guerras contra Deviantes e entre eles mesmo.
A arte feita pelo Esad Ribic é aquela que você pode ter acompanhado em Thor - O Carniceiro dos Deuses, mas se você não leu, pode começar por aqui mesmo, pois ele parece ser de outro mundo, onde ele faz um tipo de pintura, um tipo de arte muito diferente nos dias atuais, principalmente no mainstream.
O roteiro feito pelo Kieron Gillen é outra coisa que já levanta curiosidade, pois tem feito muitos trabalhos bons, como The Wicked + The Divine, Die, Darth Vader, Onde & Future (Único & Eterno). Aqui ele tem uma grande importância, desenvolver uma nova história de Os Eternos e reapresentar ao leitor quem são eles no Universo Marvel.
Muitas vezes o roteiro deixa o leitor confuso, pois ele quer mesclar os leitores antigos, que já conhecem o grupo e às vezes eles colocam muitas informações de quem é o grupo, o que acaba fazendo com que fiquemos confusos de vez em quando. Outra coisa é a quebra de ritmo da leitura, pois acontece muitas vezes isso, pois ora está corrido, ora está muito calmo.
A arte também sofre com alguns defeitos, pois diversas vezes você vê aqueles desenhos maravilhosos, ambiente grandiosos, ou seja, tudo feito com extremo detalhe de riquezas, mas em certas partes parece que os personagens estão totalmente deformados, deixando as coisas estranhas.
Tudo isso emperra na hora da leitura, mas ao final ela deixa você querendo saber o que acontece na próxima edição, então ela cumpre seu papel.
Aguardemos o próximo encadernado.

Nota: 3,0.

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