Táxi! Histórias Passageiras



A graphic novel é escrita e desenhada pela Aimée de Jongh, que conta a história de sua própria experiência, onde conforme ela viaja e anda de táxi, retrata estas viagens mais marcantes. Temos uma história que ocorre em 4 ambientes diferentes, mas todas ocorrendo dentro do táxi, sendo Washington, Los Angeles, Indonésia e Paris.
Como se trata de uma história pessoal da autora, precisamos entender um pouco sobre a autora. Ela nasceu em 1988 na Holanda, em Rotterdam, com descendência da Indonésia. Desde pequena gosta de desenhar e já adulta começou a trabalhar com animação e outras coisas relacionadas, mas foram com seus quadrinhos que a levaram para outro patamar, de acordo por nós, hahahahaha, pois algumas de suas obras são muito boas e já foram traduzidas para diversas línguas.
Somos apresentados aos motoristas de táxi e toda a psique que trazem por causa do trabalho. Temos a percepção que muda a todo momento, pois ao mesmo tempo que eles são iguais eles são diferentes. Um fato cômico da história que ocorre é que quando ela fala que é holandesa, todos já citam o jogador de futebol Johan Cruyff, que foi uma lenda do futebol e ficou conhecido pela seleção holandesa, a famosa 'Laranja Mecânica', mas ela só concorda e fica visível que não gosta de futebol. Nós também passamos por isso quando nos encontramos no exterior e falamos que somos do Brasil, daí já vem coisas como, Futebol, Pelé, samba, caipirinha, Carnaval, praia, entre outros.
Podemos perceber o quanto o trabalho de um taxista (motoristas em geral) pode alterar com o lado psicológico de uma pessoa, devido às diversas mudanças que ocorrem no ambiente de trabalho. Estas alterações causadas pela profissão podem ocorrer por diversos motivos, entre eles, o lado solitário, pois em muito tempo eles ficam horas dentro do carro sem nenhuma interação social. A questão do trânsito também contribui para este tipo de alteração, pois sabemos o quanto o nível de estresse e humor sofre alterações, que são causadas, por diversos fatores que compõem o termo trânsito, como colisões, congestionamento, briga entre motoristas, segurança, entre outros.
Outra questão é relacionada a parte econômica, pois boa parte do tempo os motoristas andam sem passageiros e isso quer dizer que não está recebendo por isso, então o motorista fica apreensivo para poder ganhar um dinheiro. Junto disso temos o avanço da tecnologia, ou seja, os aplicativos de transporte, pois eles chegaram na sociedade e causaram uma revolução nela, pois 'oferece condições melhores' para os motoristas e usuários.
Na história temos um diálogo onde ouvimos que uma pessoa não teve uma experiência boa com o aplicativo, relacionado ao motorista. Para nós, este tipo de notícia está se tornando cada vez mais comum, seja ela sentida pelos usuários ou motoristas. Claro, estas mudanças devem ser debatidas em como se deve inseri-la na sociedade, para que haja uma concorrência digna entre os dois (aplicativos e taxistas). Outro tema é como o aplicativo faz a seleção dos motoristas, pois temos diversas notícias de motoristas que abusam de passageiras. Outro tema é a monetização destes motoristas pelo aplicativo, pois a porcentagem que eles ganham é muito baixa e muitas vezes o valor não faz valer a pena, o que complica muito o motorista. No caso dos taxistas, a taxa muitas vezes é alta também, pois você precisa manter tudo legalizado e isso tem muitos custos.
Os diálogos que ocorrem entre a autora e os taxistas não são forçados e tem a importância de ressaltar essas alterações sobre o psicológicos deles, além de mostrar como cada pessoa é única e que todos podem ter dias ruins e bons.
A última questão é relacionada ao traço da autora, pois além de ser muito bonito, ela consegue fazer algumas mudanças e com isso mudar totalmente a página, podendo deixar o ambiente mais calmo ou caótico, tudo dependendo do modo que ela quer contar. Um exemplo é Paris, onde ela enfrenta um baita trânsito com uma chuva torrencial, causando assim um movimento caótico.
Seu único defeito é o parecer de alguns diálogos da história, onde parece que alguns diálogos foram cortados, dando o parecer que falta alguma coisa, mas só isto mesmo.
Este é um bom quadrinho para você dar de presente para alguém que não é iniciado nos quadrinhos, por causa destes fatos que contamos e por justamente ser uma obra bem curta e leve, onde a pessoa conseguirá ler rapidamente, principalmente depois daquele dia cansativo.

Nota: 4,0

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