Liga DC dos SuperPets
A base da história é o relacionamento entre (super) homem e seu (super) cachorro, e aquela ligação especial que eles compartilham. E à medida que amadurecem, sua amizade amadurece com eles. Krypto é extremamente protetor com Kal, que é seu único amigo, mas quando ele é capturado e Krytpo perde seus poderes, ele tem que dar um passo para fora de sua zona de conforto e buscar a ajuda de um engenhoso grupo de animais superpoderosos, cada um com suas próprias características e arcos bem definidos. É uma premissa simples, mas é nessa simplicidade que “Liga DC Dos Superpets” encontra a sua beleza.
O diretor e roteirista Jared Stern e o roteirista John Wittington também trabalharam em “Lego Batman”, outro filme de animação que também consegue em encontrar o humor na mitologia da DC e em seus personagens, e podemos ver como eles trazem essa mesma preocupação para “Liga DC Dos Superpets”. A comédia é feita de maneira cuidadosa e funciona porque nunca é às custas do personagem. Claro, é engraçado ver Krypto chorando e ouvindo Taylor Swift porque Superman não vai assistir “Hell’s kitchen” com ele, mas o momento não é enquadrado como indigno porque passamos tempo investindo na amizade deles. Nos prende pela identificação. (afinal, quem não se identifica com uma situação dessas?).
A comédia não é tão bem equilibrada quanto em “Lego Batman”; há momentos em que é perceptível que os dubladores que são comediantes têm muita abertura para improvisar, e nem sempre flui perfeitamente; mas não deixa de ter seus destaques (um salve para uma das minhas piadas favoritas: a identidade secreta de Krypto é BARK Kent, “Cachorro Kent” em português).
O filme estrela dubladores talentosos que se encaixam muito bem em seus papeis, como John Krasinski como Superman, Keanu Reeves como Batman, Dascha Polanco como Jessica Cruz, a nova Lanterna Verde dos quadrinhos, Vanessa Bayer como PB, Diego Luna como Chip e Natasha Lyonne como Murta. Mas, é claro, os destaques vão para Dwayne Johnson e Kevin Hart como Krypto e Ace, respectivamente, que trabalharam juntos muitas vezes em outros e cujo relacionamento é palpável; e claro, uma das estrelas do SNL Kate McKinnon, que claramente está se divertindo demais no papel de Lulu, uma porquinha da índia e ex-cobaia de Lex Luthor (literalmente uma guineapig) que serve como supervilã da história.
“Liga DC Dos Superpets” é uma ode à forma mais sincera e pura de amizade, a de um animal; e retrata a importância de amadurecermos junto com nossos relacionamentos. Se no início Krypto é definido por estar sempre junto de Kal-El, no final ele aprende a importância de deixá-lo seguir seu próprio caminho, assim como trilhar um para si mesmo. É realmente especial que, entre tantas histórias de super-heróis nos cinemas, ainda temos a oportunidade de ver esses filmes que servem como histórias independentes, com mensagens importantes para todas as idades, mas que apelam para a fantasia infantil definitiva: do seu melhor amigo peludo ser um super-herói.
Nota: 3,5.

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