Shaman King - Vol. 1
"Shaman King" é um mangá roteirizado e ilustrado por Hiroyuki Takei, onde foi publicado na revista Weekly Shōnen Jump da editora Shueisha entre 1998 e 2004. Ele consiste em 285 capítulos que foram compilados em 32 tankōbon.
No Brasil essa vai ser sua segunda publicação, pois já foi lançado em Julho de 2003 pela editora JBC, num total de 64 edições. Agora ele volta numa nova edição, a BIG, onde vem num 2x1, ou seja, 2 edições em 1, que também é lançada pela JBC.
A história é narrada pelo Oyamada Manta, que numa noite enquanto tentava chegar ao metrô depois do cursinho, decide cortar caminho pelo cemitério e lá vê um menino conversando sozinho sobre as lápides. No dia seguinte já na escola ele conta para o pessoal, que fala que ele está imaginando coisas, quando aparece o menino, o Asakura Yoh, que se apresenta e fala que é um Shaman (Xamã).
Descobre-se que Yoh é um Xamã e por isso ele consegue conversar e ver os mortos, e que depois fica amigo de Manta. Yoh está a procura de um espírito para se tornar seu parceiro, pois daqui um tempo irá ocorrer o evento de batalhas de xamãs, onde o vencedor irá se tornar o Rei Shaman ou Shaman King. Conhecemos também já alguns outros personagens coadjuvantes como, Asakura Anna, noiva de Yoh, que vem para Tokyo para treiná-lo para o torneio.
O título se tornou popular no Brasil, pois junto tinha o anime, que foi um tremendo sucesso, onde foi transmitido aqui em 2002, pela tv paga no extinto canal da Fox Kids e também na tv aberta na rede Globo, só que nesta só teve 5 episódios apenas. Para nós quem trouxe foi a Parisi Vídeo, que fez também o Inuyasha, por exemplo. O cuidado da empresa com o anime era tanto que tínhamos uma versão BR da abertura e encerramento, além das versões originais.
Seu enredo segue exatamente a receita de bolo dos mangás da Shōnen Jump, os famosos mangás de lutinha, onde temos um torneio em que o vencedor irá se tornar o maior do seu tempo. O personagem principal caricato, com a característica de ser desligado, bobinho e carismático, onde sua meta de vida é se tornar o maior e melhor, mas que para isto ele terá que vencer inúmeros obstáculos, pois é tido como o mais sem vocação para o título. Até aí muitos se perguntam então por quê o mangá é tão bom se é uma receita de bolo. A resposta é extremamente simples, devido a genialidade do autor em trazer para a obra algo inovador, que complemente as lutas dos personagens, além de fazer um bom diálogo entre os personagens, dar profundidade a eles, entre outros.
O tema Shaman foi muito bem colocado na trama, pois até então nunca foi tão explorado em obras, onde aqui ele tem vários momentos de explicação sobre o que ser um Shaman, o porquê não tem mais tantos no mundo, entre outras.
A variação de tom também deixa a obra muito mais leve, pois ele mistura o drama, mistério, luta e humor. Esse tom de humor também é muito bem inserido, pois não fica forçado como em outras obras, deixando muito chato e quebrando o ritmo de leitura.
O elenco de personagens também foi muito bem explorado, pois ele consegue dar para cada um personalidades diferentes e que no final elas se complementam e formam uma bela equipe.
A obra me traz muita curiosidade para saber o final preparado por Takei, pois ele não terminou a obra na sua primeira passagem por ela.
Nota: 4,0.

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