Labirinto
O que você ganha quando você junta uma das mais influentes mentes cômicas da história do cinema, um dos pioneiros nas artes do ventriloquismo, dublagem e animação, e uma das maiores lendas vivas da história da música no mesmo projeto? Sem dúvida, um clássico inegável e uma das experiencias cinematográficas mais divertidas da história.
Hoje, continuamos celebrando alguns dos maiores clássicos de fantasia do cinema com o incrível “Labirinto”, que está completando incríveis 37 anos de lançamento.
Dirigido por Jim Henson e produzido pela LucasFilms, o filme conta a história de Sarah, uma jovem de 16 anos que se vê incumbida de resgatar seu irmão mais novo das garras de Jareth, o Rei dos Duendes, incorporado por ninguém menos do que David Bowie.
Para cumprir sua missão, Sarah irá atravessar um Labirinto repleto de armadilhas e criaturas fantásticas e, reunir um fiel grupo de escudeiros pelo caminho que inclui o divertidíssimo Sir Didymus, protagonista das cenas mais engraçadas do filme, o sensível monstro de poucas palavras Ludo, e Hoggle, que tem o melhor arcos da história.
Assim como Willow, “Labirinto” também é um filme episódico, cujas aventuras trazem a sensação e estética de um livro de histórias, mas com uma dose extra de absurdo e surrealismo que só mesmo um dos roteiristas de Monty Python poderia ter nos trazido (mencionei que o filme foi escrito por Terry Jones? Pois é).
Que outro filme infantil teria nossos heróis tendo que cruzar o rio mais fedido em existência? Ou faz com que a heroína coma um fruto adulterado que a faz ter um sonho tão surreal que beira a linha entre a comédia e o drama e fez com que uma geração inteira de jovens desenvolvesse um crush gigantesco em David Bowie?
E o que dizer da última sequência de ação, inspirada em “Relativity” de M.C. Escher, literalmente arte moderna inspirada com cinema?
“Labirinto” tem diversas características clássicas de filmes de família dos anos 80: é um filme que almeja trazer lições sobre a importância de valorizar as pessoas queridas e de abraçar a magia em sua vida. Mas também é um filme que permite que o espectador se perca na ousadia do que está sendo apresentado para nós.
Que não precisa de um motivo narrativo para que David Bowie possa se lançar em um número musical de sua própria autoria, e que a simples imagem de uma adolescente dando uma festa em seu quarto cercada de duendes e criaturas mágicas (também ao som de David Bowie claro) é tão assumidamente divertida e bizarra quanto é emocionante.
Nota: 4,5.

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