Besouro Azul
No longa "Besouro Azul" temos o enredo do surgimento do super-herói, onde ele servirá como hospedeiro, Jaime Reyes, um jovem que acaba de retornar da faculdade e pega sua família num momento horrível no lado financeiro. Ele então tenta colocar uma meta em sua vida de levantar toda a família com um emprego bom e que ganharia muito bem, mas que não é o caso. Neste meio tempo ele servirá como hospedeiro do Besouro Azul, mas ele nem sabe se quer mesmo isso e ainda sente que não se encontrou na vida.
O filme tem como equipe criativa alguns nomes bem interessantes no projeto, como, Angel Manuel Soto na direção e Gareth Dunnet-Alcocer nos roteiros. A dupla consegue fazer um bom trabalho, na visão de trazer o Besouro Azul no Jaime Reyes e toda a sua mitologia, sendo descendentes de latino americanos.
O enredo traz a trama básica de um filme de origem de super-herói, tendo todos os tipos de clichês, como o surgimento dos 'poderes', onde geralmente tem duas opções, sendo que ele já estava na terra ou que ele veio de outro planeta. Outro clichê é o treinamento desses poderes, tendo que se acostumar com todos eles. Sendo o último deles, a decisão do personagem em aceitar que virou o protetor da terra, geralmente usando artifícios que levantam a plateia, como a morte de alguém importante.
O filme tem tudo isto e mais um pouco, mas ao contrário de ficar chato, ele consegue deixar mais palatável para os espectadores, trabalho muito bem feito pelo roteiro, que está bem escrito e quase sem pontas soltas. A questão do clichê quando bem feita não se tem nada a reclamar, pois um filme sem clichê é algo mais incomum pois é muito difícil ser inovador em um gênero já muito explorado.
Tudo indicava que o filme só iria abordar estas questões clichês de super heróis, mas o que depois foi dito, era que se tratava sobre um filme família, sendo abordado em essência famílias latino-americanas. Depois disso houveram vários receios, por parte de outros longas tentarem reproduzir este mesmo tipo de coisa e com isso o resultado ser bem genérico ou até preconceituoso. Aqui o diretor consegue trazer para a tela toda a sensação de como é viver numa família latina, com muitos gritos, todos falando ao mesmo tempo, a zuera com todos, mas, geralmente com muito amor, onde sempre no final do dia o que importa é amor que todos sentem um pelo outro.
Neste quesito todos os atores estão muito bem em seus respectivos papéis, principalmente a família Reyes, onde o conjunto forma muitas cenas icônicas, como, quando Jaime vai procurar emprego e já no prédio ele olha para trás e toda sua família está gritando para dar apoio a ele. Ao contrário, o núcleo dos vilões faltou um pouco mais, seja de carisma ou mesmo de ser vilão mesmo, um desperdício para a atriz, Susan Sarandon.
Um parágrafo que temos que tirar é para a Bruna Marquezine, que está muito bem em seu papel, onde por muito se perguntaram se ela estava pronta para Hollywood ou até os mais maldosos se ela era atriz para tudo isto, no filme ela prova que está muitíssimo pronta, pois sua participação não se torna importante apenas para ser o par romântico de Jaime, e sim para ser o fio condutor do herói, onde até mesmo serve para conectar o passado ao presente, fazendo os fãs dos quadrinhos ficarem bem felizes.
Aliás, os fãs de quadrinhos ficaram felizes com o filme, pois grande parte ou totalidade da mitologia do Besouro Azul foi representada na tela, digo até mesmo dos seus ancestrais, Dan Garret e Ted Kord, este até é tido como o fundador de toda a tecnologia que será usada no filme.
Aliás se você achou pouco as referências, o maior super heróis de todos os tempos foi representado em tela, o Chapolin Colorado, além dele tivemos outro grandioso sucesso latino das telenovelas, Maria do Bairro.
Um filme que renova um pouco as esperanças sobre a DC nos cinemas, visto que ele talvez vá fazer parte deste novo universo que estão querendo criar.
Nota: 3,5.

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