A Princesa Prometida
E lá vamos para mais um aniversário especial de um grande filme de fantasia, e o aniversariante de hoje é nada menos do que um inegável clássico. Hoje, 25 de setembro, “A Princesa Prometida” completa 36 anos.
O filme conta a história de Buttercup, uma jovem do reino de Florin que é prometida em casamento ao príncipe Humperdinck, mas ainda sofre pela perda de um antigo amor. Mas também é a história de Westley, um jovem de origem humilde que, ao partir ao mar em busca de uma última aventura antes de poder ficar ao lado de sua amada Buttercup, vê seu destino mudar completamente. E claro, “A Princesa Prometida” é também a história de Inigo Montoya, Vizzini e Fezzik, três fora - da – lei que veem na prestes-a-ser-princesa Buttercup, uma oportunidade de ascender na vida, até se toparam com o misterioso “Pirata Roberts”. E não podemos esquecer, essa é a história de um menino, que ouve essa história pela primeira vez por seu avô, e adquire uma nova perspectiva sobre o valor das histórias.
Esse é um daqueles clássicos filmes que tem um pouco de tudo: uma história de romance entrelaçada com um grande épico de aventura, e uma pitada de boa e velha comédia familiar, uma mistura deliciosa que resulta em um dos melhores de filmes de fantasia do cinema, sobre um grupo de aventureiros de diferentes origens, cujos caminhos acabam se entrelaçando.
A história é repleta de sequencias icônicas inesquecíveis. Quem pode esquecer do “truque do veneno”, envolvendo Vizzini e o Pirata Roberts? Ou da princesa Buttercup heroicamente vencendo os horripilantes Roedores de Tamanho Incomum (nome oficial das criaturas)? Ou de frases clássicas como “Olá, meu nome é Inigo Montoya. Você matou meu pai. Prepare-se para morrer”?
O filme reúne um elenco impecável, que inclui desde verdadeiros ícones da tela e do palco como Wallace Shawn, tespianos como Mandy Patinkin, talentos promissores como Robin Wright, que eventualmente se tornaria uma das maiores atrizes de seu tempo, e figuras lendárias como Andre the Giant, e performances cômicas de peso de Carol Kane e Billy Cristal, só para nomear alguns.
Em meio a tantos momentos icônicos, há uma cena no filme que acaba sendo pouco lembrada, mas carrega um peso enorme. No final da jornada, Inigo Montoya diz: “eu estou a tanto tempo no ramo da vingança, que agora que acabou, eu não sei o que fazer com o resto da minha vida”.
Como todos os bons filmes de fantasia “A Princesa Prometida” apela para a criança presente em cada espectador, independentemente da idade, mas jamais confunde algo “Infantil” com algo “imaturo”. Essa fala de Montoya, que seu intérprete Mandy Patinkin afirmou ser sua fala favorita no filme, representa bem não só o talento do roteirista William Goldman, mas também o empenho do diretor Rob Reiner e de todos os envolvidos na criação do filme em contar uma história que lida de temas densos e os trata com maturidade.
Nota: 4,5.

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