Os Mercenários 4
O filme "Os Mercenários 4" tem como enredo a nova missão do grupo, que será liderada pela Gina, nova líder do grupo, onde nesta missão terão de impedir o início da Terceira Guerra Mundial. O grupo teve a baixa de seu líder, o Barney Ross, pelas mãos deste novo vilão.
Depois de mais ou menos 10 anos de diferença, tivemos um novo filme da franquia Os Mercenários, com a volta do seu elenco casca grossa, onde este serve como uma continuação do que aconteceu no filme 3, mas com algumas diferenças.
O filme passa por uma infinidade de problemas, dentre eles é sua não renovação na fórmula da sua temática, ou seja, filmes de ação. Dentre este hiato de 10 anos, pensávamos que este novo filme iria trazer algo de novo ou pelo menos adicionar elementos de outros filmes de sucesso, como, Operação Invasão, Dredd, 007: Operação Skyfall, Kingsman: Serviço Secreto, Atômica, Upgrade: Atualização, Missão Impossível: Efeito Fallout, Sicário: Terra de Ninguém, Baby Driver, John Wick e Resgate. Todos eles conseguiram em algum nível trazer algo de inovador para o gênero, seja ele de qualquer tipo, como o estilo de filmagem, como os planos sequência, visão em primeira pessoa, a violência exacerbada, o uso de dispositivos, entre outras características.
Ele ainda está sob influência dos moldes dos filmes de ação dos anos 80, época onde os machões indestrutíveis reinavam em Hollywood, com o próprio Stallone e Schwarzenegger como os principais influenciadores. Esta época foi a de ouro para eles, pois todos os seus filmes viraram tendências e tidos como símbolos de masculinidade.
Outro problema do filme é relacionado ao seu elenco, que nos anteriores estava recheado de nomes estrelados da indústria, como, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Jet Li, Wesley Snipes, Terry Crews, entre outros. Isso segue ao contrário, neste filme todos estes nomes estrelados são esquecidos totalmente, deixando uma lacuna bem grande no quesito carisma e química. Estas duas características que foram muito marcantes nos filmes anteriores, o deixavam muito melhor, mas aqui o que ocorre é o contrário, pois os personagens não tem um carisma e química, mesmo com os personagens antigos, onde toda a atuação parece forçada. Até mesmo com a adição destes personagens novos como Megan Fox e Levy Tran não tiveram nenhum momento que comprovem o motivo de estarem ali, somente o Tony Jaa que mostra para que veio.
Em questão de enredo, ele segue o mesmo de seus antecessores, com os mais variados clichês, mas este não é seu maior problema, pois se fosse pelo menos bem desenvolvido seria muito legal de acompanhar, como os filmes já citados acima, que são clichês, mas bem feitos.
O que fica meio pesado mesmo é a construção do vilão, que é extremamente misterioso, onde o Ross Barney está atrás dele a um tempo tentando capturá-ló, mas visto que não seria fácil, decide montar um plano fingindo sua morte, e assim este vilão iria sair da toca, mas o que acontece é que na metade do filme já sabemos que ele é e que Barney está vivo.
Como um fã de Stallone fica triste em ver num filme de ação, onde ele era um rei nos anos 80 e 90, mas que com o passar do tempo ele não quis se adaptar ao que os novos filmes estavam apresentando, como por exemplo John Wick que está expandindo, virando até série, espero que se existir um próximo filme do Stallone ele consiga aprender com tudo e voltar calando minha boca.
Nota: 2,0.

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