The Boys: Diabolical
“The Boys Apresenta: Diabólico” é uma série antológica de animação que apresenta diferentes histórias centradas no universo de “The Boys”. Cada episódio é comandado por um grupo criativo diferente, que traz um estilo próprio às histórias, mas sempre focado naquela sátira ácida que marcou a série. Os episódios também são supervisionados por diferentes estúdios, incorporando uma estética clássica de animação. Para citar alguns:
- “O Passeio do Bebê Laser”, escrito pelos produtores executivos Seth Rogen & Evan Goldberg, segue um cientista da Vought tendo que correr atrás de um bebê capaz de soltar laser dos olhos, que escapou do laboratório, em um hilariante episódio no estilo de Looney Tunes, mas claro, ainda mais violento.
- “Eu Sou Seu Traficante” é escrito por Garth Ennis e segue o estilo dos quadrinhos de “The Boys”, inclusive no design dos personagens e traz de volta personagens clássicos como Jack de Júpiter. O episódio conta com as vozes de Simon Pegg como Hughie (Pegg foi a inspiração para o design do personagem) e Antony Starr como Capitão Pátria (nesse ponto, já não dá pra ser mais ninguém nesse papel) e segue os “Boys” buscando sabotar a apresentação de um novo super-herói para os Seven, em que as coisas dão uma guinada estilo “Ennis”.
- “Um Mais um Igual a Dois” retrata as origens do Capitão Pátria e dão uma perspectiva ainda mais trágica de como seu ego resultou na sua queda e o levou a se tornar um dos vilões mais tenebrosos da televisão. O fato de o episódio ser feito no estilo clássico de animação de super-heróis, inspirando-se inclusive em séries clássicas da Warner, aumenta a sensação de desconforto no episódio.
“The Boys Apresenta: Diabólico” é uma das empreitadas mais criativa do Prime Video, que comprova que o universo de “The Boys” é terreno fértil para os mais variados tipos de histórias. A série mostra a melhor versão do que os quadrinhos de “The Boys” tentavam fazer: retrata como pessoas normais seriam afetadas em um universo em que Super-heroísmo não só é real, mas é mais uma faceta do corporativismo selvagem.
Nota: 4,5.

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