Kill Bill - Volume 1



O filme "Kill Bill" conta a história da Black Mamba, uma mulher que irá buscar vingança contra seus antigos colegas de trabalho que tentaram executá-la em seu próprio casamento, a mando de seu chefe, que não entendeu o seu pedido de demissão e seu amor por outro homem.

Este é o sexto filme do grande diretor, Quentin Tarantino, onde além de dirigir, também é um dos roteiristas, junto com Uma Thurman, que também é a atriz principal do filme. Como na maioria de seus filmes, que são recheadas de referências e homenagens, este também não poderia deixar de ser, onde vemos claramente várias homenagens a diversos gêneros de filmes, como os de samurai, kung-fu, western spaghetti, animes e blaxploitation.

Todo o enredo do filme se passa numa mistura destes gêneros, mas com a profundidade nos gêneros de filmes asiáticos, pois existem muitas referências a eles. A obra que foca na questão da vingança é um fator que pode ser considerado um dos maiores clichês, pois já tivemos diversas outros filmes que também eram sobre este assunto, mas, daí é que fica o questionamento do motivo do filme ser bom, e sua resposta parece bem óbvia, pois Tarantino se apega ao clichê e adiciona mais elementos, transformando o filme em algo totalmente diferente e com muita qualidade, mas sem esquecer de suas origens.

A construção do roteiro que é feito em conjunto com a Uma Thurman é outra característica do diretor, que foi 'mudada', pois ele gosta de ter o controle criativo e intelectual das suas obras, mostrando o quanto ele apostava no projeto. Por causa desta sua característica de ter tudo acompanhado de perto, vemos que aqui não é diferente porque conseguimos observar que tudo estava sendo acompanhado de perto por ele, sempre nos mínimos detalhes, ainda mais com as cenas de ação.

Por causa das cenas de ação, Tarantino mostrou outra característica, a de evolução, pois aperfeiçoou e montou suas cenas de ação, pois queria fazer diferente de seus outros filmes, como, Pulp Fiction, Cães de Aluguel ou Jackie, então teria de se superar. Para isto ele decide mergulhar nos estudos e vê como referência os diretores, Nakano Hiroyuki, Kurosawa Akira e Kobayashi Masaki, onde estes três nomes são responsáveis pelos melhores filmes de samurai.

Para a montagem do filme podemos identificar várias referências do cinema asiático que Tarantino adora, como, Game of Death, Fists of Fury, Lady Snowblood, Battle Royale, Samurai Fiction, entre outros.

Isto também reflete na escolha do elenco, pois temos a Kuriyama Chiaki que interpreta a Gogo, mas que fez o filme Battle Royale, além dela temos dois grandes nomes, Ohba Kenji, uma das maiores estrelas do Tokusatsu e Chiba Sonny, um dos maiores atores do Japão, sendo reconhecido por ser um grande artista marcial e com uma carreira extensa nestes tipos de filmes.

Esta questão da escolha de elenco é outra característica do diretor, que sempre faz um excelente trabalho, tornando o filme ainda melhor do que era, pois ele consegue adicionar ótimos atores e alguns outros detalhes, mudando o filme. Um exemplo disto é a Lucy Li, que no filme interpreta a líder da máfia japonesa, a Yakuza, mas que apresenta a dicotomia de ser uma mulher e toda fofa, onde nos perguntamos o como ela conseguiria comandar toda uma organização sendo deste jeito, e quando a vemos em ação ficamos assustados com tamanho poder, e daí concordamos o quão casca grossa ela é. Além disso, temos a questão dela não ser japonesa e que por isso não poderia comandar a organização bem tradicional, o que mostra a audácia do diretor de quebrar paradigmas.

Tudo isto só mostra o brilhante trabalho em conjunto de roteiro, direção e elenco, que mostra as várias camadas do filme, tornando as atuações impecáveis e um filme ótimo.

Com toda a certeza este filme é uma das obras primas do diretor e quem sabe do cinema mundial, onde se torna um prazer assistir ele por completo.

Nota: 5,0.


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