Aquaman 2: O Reino Perdido




No filme "Aquaman 2: O Reino Perdido" temos a volta de Arthur Curry, agora como o legítimo Rei de Atlântida e pai do Júnior. Por causa disto, com suas multitarefas ele não consegue enxergar um problema bem antigo, a poluição das águas oceânicas, mas que agora vem se desenvolvendo muito mais rápido do que antes.

A poluição das águas oceânicas esta sendo causada a tempos pelos humanos, mas agora é também causada pelo seu inimigo, o Black Manta (Arraia Negra) que acha o Tridente Negro, um arma antiga, pertencente ao Reino Perdido e tem como objetivo corromper aquele que o toca e dar poder para comandar o povo perdido.

O filme é bem diferente do que se estava sendo esperado, sendo até um pouco bom, ainda mais com os pontos negativos que pesam mais na decisão final.

Começamos pelos pontos positivos, como a atuação, na qual o vilão e uma parte do elenco secundário estão legais. O Yahya Abdul-Mateen II como Black Manta é daqueles vilões que são problemas reais para os heróis, pois a combinação de aspectos físicos e psicológicos consegue bater de frente com o Aquaman. Já Patrick Wilson e Randall Park, respectivamente o Orm e o Dr. Stephen Shin conseguem dar o apoio necessário para o Aquaman e Black Manta, para que complementam seus personagens e ainda o desenvolvam.

Outro ponto positivo foi o 'tema' que liga o antigo filme a este, que é a poluição das águas oceânicas, que no primeiro filme o Orm cita a questão e fala que os humanos estão colaborando ainda mais para a intoxicação dos mares e que por isto eles devem ser exterminados. Agora a questão volta ao contexto em que as armas do Black Manta usa um combustível que colabora ainda mais para a intoxicação dos mares, sendo que tudo isto está causando vários eventos destrutivos ao planeta Terra, representado pelo aumento das temperaturas, o derretimento das calotas polares, aumento no índice de chuvas e consequentes inundações. Já nos mares e oceanos isto está causando uma diminuição no índice de oxigênio, resultando na morte da fauna e flora deles.

Por fim de ponto positivo é o uso dos efeitos especiais, o famoso CGI (Computer Graphic Imagery), que no seu saldo final é bastante convincente e bonito, pois consegue explorar mais Atlântida em todo seu habitat, do povo, humanoide ou não e ainda mostrar novas criaturas, como o Topo por exemplo.

Já os seus pontos negativos são, a atuação de Jason Momoa, que está fazendo o papel no automático e sendo o Momoa em 100% do filme, não o Arthur Curry. Isto fica muito explícito no começo do filme, onde do nada ele começa a andar de moto e no final, quando ele está fazendo um discurso na Onu e no final ele dá um grito gratuito.

Outro ponto negativo é relacionado ao roteiro, onde muitas cenas literalmente não servem como andamento para o filme, dando a entender que só foram feitas para que o longa conseguisse cumprir com o requisito de duração. Ainda há cenas em que eles tentam misturar gostos de filmes e incluir no filme, mas que também não acarreta no desenvolvimento, como a cena toda da floresta, tipo um Indiana Jones.

A inclusão do humor é também algo negativo, pois em muitos casos elas estão sendo mal executadas, sempre fora de hora ou usadas várias vezes, confirmando a repetição chata.

A última coisa negativa é relacionada ao modo de filmagem e sua trilha sonora, onde em muitas cenas de porradaria a filmagem é feita dando um super zoom na cara dos atores, ao mesmo tempo a câmera os circula, o que faz com que não vejamos a coreografia dos atores, deixando em segundo plano. Enquanto isto a trilha sonora está tocando muito alta e que combinado com a filmagem faz o espectador ficar desnorteado, ou então, a trilha onde não deveria ter ou até mesmo uma cópia da trilha de Guardiões da Galáxia.
Agora uma coisa que ninguém pode falar é que o James Wan não trabalha, pois ele provavelmente foi a pessoa que mais trabalhou para que o filme saísse, justamente pelos inúmeros problemas que a DC teve. A começar pelo problema com o elenco, onde muitos pensavam que as partes seriam cortadas. Depois foi a troca do comando da empresa, que também resulta num reboot do Universo DC e faz com que o futuro esteja incerto.

Isto também traz a reflexão sobre a qualidade dos últimos filmes do DCEU que nenhum foi um sucesso, seja de crítica ou bilheteria, deixando como pergunta se foi ruim por que as pessoas estavam desinteressadas por talvez não haver mais continuações?

Mesmo com todos os seus problemas o filme consegue servir com o seu propósito, onde é um filme de ação e aventura, onde é muito divertido e tem aquele jeito de filme para a família toda e com o final de gostinho de quero mais.


Nota: 3,0.


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