Shin Masked Rider
por Ricardo Hasegawa
O filme "Shin Masked Rider" tem como trama a dominação do mundo por meio da organização chamada SHOCKER, onde o agente, Hongo Takeshi passa por um procedimento que o torna um 'Aum', um ser híbrido entre homem e gafanhoto. Porém, antes de sofrer a lavagem cerebral, ele é salvo por Midorikawa Ruriko, uma ex-agente de alto escalão da SHOCKER e que agora os dois irão tentar acabar com a organização.
Iremos acompanhar Hongo e Midorikawa se adequando para trabalharem como uma equipe, pois eles sabem o quão difícil será a batalha contra todos os 'Aum' da organização. Além disso, temos o embate psicológico de Hongo Takeshi, que se torna um 'Aum' conhecido como Kamen Rider e se vê na condição de 'herói', mas que para isto terá de usar uma extrema violência, algo que ele é extremamente contra.
O filme é comandado por Anno Hideaki, o grande nome por trás de Neon Genesis Evangelion. Ele que foi responsável pelo projeto de 50 anos da trilogia de filmes de grandes franquias, Shin Godzilla, Shin Ultraman e Shin Masked Rider.
O plano do projeto tem como 2 objetivos, sendo um deles apresentar as franquias para um novo público, para quem sabe fazê-los se interessar e com isto eles possam começar a acompanhar as novas séries, gerando mais lucro. O segundo objetivo é fazer mesmo as celebrações de aniversários surpreendendo os fãs mais antigos com uma repaginação para um modelo mais atual, mas com referências a série ou filme da época.
Por isto, todos podem ficar tranquilos que o criador de Kamen Rider, o Ishinomori Shotaro teve sua obra extremamente respeitada, sendo adaptada também outra série dele, o Agente K. A série consegue trazer todas as referências da série, como, os heróis, as super motos, os vilões, as cenas de ação, que no original ela era a representação do teatro tradicional japonês, na qual a performance era o principal fator da série.
O filme também traz algumas mudanças em relação à obra original, como, o nível de participação da Midorikawa Ruriko, que na obra original ela se tratava de apenas uma mulher que precisava ser salva pelo Kamen Rider e que não trazia profundidade para a série, enquanto aqui ela recebe a devida atenção sendo essencial para o andamento da história, principalmente ligado ao Hongo Takeshi. Aliás, Hongo vive um extremo dualismo sobre se tornar o Kamen Rider, pois ele não quer usar da violência contra os outros, porque ele se lembra do se sujar com sangue do seu pai, que era um policial pacifista, e veio a morrer por causa disto.
O plano da SHOCKER era de conseguir buscar a felicidade para todas as pessoas, mesmo que para isso eles precisam usar de métodos totalmente errados, onde podemos fazer a analogia com as indústrias farmacêuticas com seus novos produtos (remédios) que nos oferecem para que sejamos mais produtivos, diminuindo nosso estresse e cansaço.
Dentro deste métodos errados sobre a busca da felicidade temos os vilões também buscando ela, como por exemplo o Aranha que tinha o prazer em matar, o Morcego era de implantar uma pandemia, pois com isto ele iria conseguir extrair somente as pessoas mais fortes dela.
Outra característica bem marcante é sobre a felicidade do vilão, que é mandar as almas de todos mundo para o Habitat, um lugar que ele considera como o paraíso, mas que não tem nada disso, pois é um lugar puro, mas o que ele não entendia era de que este lugar se tornaria um lugar de extrema violência, porque o ambiente precisa ser controlado por alguém, e nenhuma mentira por exemplo, poderia ser contada, mesmo que fosse aquelas mentiras sociais.
A mensagem final também é muito marcante, pois se trata sobre Gratidão, onde o Rider 2 e Ruriko entendem que a felicidade também pode vir do outro, que podem ser feitas em conjunto, na qual a dor do outro e o outro fazem parte de mim. Além disto vemos que o Rider 2 não tem mais medo de ficar sozinho, pois sabe que o sacrifício de Hongo o sempre manterá com ele, sentindo através do capacete e da moto Cyclone.
Seu único ponto negativo é as cenas que fazem ligação entre as cenas de ação, que são frenéticas com as cenas de diálogos que são extremamente longas e monótonas.
Nota: 3,5.

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