Ricky Stanicky
Por Ricardo Hasegawa
Chegou no catálogo de streaming da Prime Video o novo filme de comédia, "Ricky Stanicky", que conta a história dos 3 amigos, o Dean, JT e Wes, que se conhecem desde a infância e por causa de uma pegadinha de Halloween que deu totalmente errado decidem criar um amigo imaginário, para botar a culpa nele, o Ricky Stanicky, o menino que ninguém conhece, mas que leva todo o crédito por todas as coisas de ruim que acontecem com os meninos.
O tempo passa e agora os amigos cresceram e constituíram família, mas ainda usam a desculpa para fugir dos possíveis problemas e também para a diversão entre eles. Certo dia eles são confrontados pelos familiares para enfim conhecer o Ricky, então os rapazes decidem tornar isto realidade, e para isso eles contratam um ator, que se tornará o grande e inigualável Ricky Stanicky.
O filme conta com a direção de Peter Farrelly, o mesmo de, Green Book: O Guia, Antes Só do que Mal Casado, O Amor é Cego, Eu, Eu Mesmo e Irene, entre outros.
O diretor junto com os roteiristas trabalharam num roteiro bem finalizado, pois ele está até bem fechado, e contando com bons pontos de virada, e que consegue fazer sua tarefa de quebra de expectativa. Além disto ele até apresenta mesmo que minimamente um desenvolvimento de personagens, onde cada um cresce conforme o filme avança.
Uma característica bem interessante que foi criada para o filme é o Universo de Ricky Stanicky, que o coloca num mundo real, que é muito bem explorado e também bem modernizado, pois o insere como um verdadeiro protetor mundial, com vários trabalhos humanitários ao redor do globo, ajudando até mesmo o Bono, claro, tudo isto sempre registrado e postado nas redes sociais. Este Universo de Ricky serve também como uma forte crítica social, devido a este ato de querer fazer o bem, mas que para isto ele precisa registrar e postar em suas redes sociais, e tendo além disto, o que os atores tem que fazer para conseguir um trabalho, o quanto o mundo financeiro é predatório, rancoroso e conservador, e por último, o que uma criação de pai ruim e cheio de abusos pode resultar no desenvolvimento de uma criança.
O gênero da comédia também é um acerto, pois ela tem várias camadas para gerar as risadas, como o uso de constrangimento e do nonsense, as músicas de sucesso, mas em forma de paródias e ainda por cima com caracterização e trejeitos. Claro, tudo isto ainda ligado a boas sacadas rápidas, que tornam o filme bom como comédia.
Para tornar tudo isto possível é necessário um pouco de atuação, e neste caso tem de se destacar o John Cena e o Zac Efron, pois os dois conseguem entregar um bom nível de atuação, onde vemos o Cena ter um bom time para comédia e ser muito carismático. Enquanto o Efron já é um ator mais completo e também com um excelente time para comédia. Infelizmente é na questão da atuação que o filme se perde muito, principalmente no caso de Andrew Santino (JT), que está fora de química com os outros atores.
Assim o roteiro por si só não é considerado uma obra prima, pois seu tema é bem clichê e totalmente previsível, onde conseguimos prever exatamente o que irá acontecer em seguida. O desenvolvimento de personagens também é bem raso e os que tem um pouco melhor, são deixados de lado, até esquecidos.
A comédia em si às vezes passa um pouco do ponto, como é o caso das letras das músicas e o comportamento de Ricky com o chefe do Dean, totalmente overpower, ficando até forçado.
Mesmo com estes pequenos erros o filme consegue surpreender e se torna bem legal, pois a ideia de não existir a pessoa e que depois ela 'nasce' fica bem interessante, além do John Cena estar muito bem no papel, se tornando assim um ótimo filme para passar o tempo.
Nota: 3,0.

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