Road House (2024)
Por Ricardo Hasegawa
Chegou no catálogo de streaming da Prime Vídeo o remake de "Road House", um filme 'clássico' de 1989. Temos a história de Elwood Dalton, um ex-lutador do UFC, que está procurando trabalho fixo, mas, enquanto não arranja um, ele faz lutas clandestinas para levantar uma grana. Depois de uma luta dessas, ele recebe uma proposta de trabalho como segurança de bar, mas, que nos últimos tempos está sofrendo com clientes extremamente violentos que quebram o bar todo.
Toda esta destruição tem um motivo, a ambição de Ben Brandt, que quer comprar o bar para construir um resort no lugar e depreciando ele, só pagará um valor muito baixo por isso, por isso manda seus funcionários irem lá e destruírem o lugar. Conforme o tempo passa, as coisas vão ficando mais pesadas e Dalton terá que escolher se quer ajudar toda a cidade ou simplesmente esquecer tudo e ir embora.
O filme tem na direção o Doug Liman, o mesmo de, Recruta, No Limite do Amanhã, Jumper, Sr. & Sra. Smith, A Identidade Bourne, entre outros.
O filme consegue reunir alguns pontos positivos, como as cenas de ação, que tem suas coreografias até que bem feitas, com os movimentos bem sincronizados, onde cada golpe é sentido na pele, dando muita aflição em vários casos. O fato do filme contar em seu elenco com lutador de verdade como o Conor McGregor, que faz total diferença, pois ele sabe exatamente como reagir a cada golpe, seja recebendo ou aplicando golpes.
O outro ponto positivo foram as duas atuações, que em especial fica por conta de Jake Gyllenhaal, que está conduzindo muito bem o papel de protagonista do filme, entregando uma boa atuação e boas 'cenas de ação'. O outro foi o próprio Conor McGregor, que faz um papel dele mesmo, essa de um total maluco que não liga para absolutamente nada, e tem tanta raiva acumulada e quer extravasar machucando alguém, além disto, gosta muito de ser midiático, igualzinho de quando ele era do UFC.
Mesmo assim, o filme conta com pontos negativos, como a própria atuação, onde os outros atores estão bem ruins, chegando a ser sofrido, sem nenhum carisma. Isto torna os personagens quase que totalmente esquecíveis, pois logo depois de assistir o filme você irá se esquecer de todos eles.
As próprias cenas de ação também geram um negativo, como, algumas cenas parecendo que os atores não gravaram juntos, onde eles foram inseridos depois, pela computação gráfica. Outras duas características usadas foram, o uso do CGI e a câmera lenta, que por si só não faz nenhum sentido.
O roteiro também é um problema pois ele acumula vários quesitos que o tornam ruins, como as pontas soltas, como o passado de Dalton, muito pouco explorado. As frases de 'efeito' totalmente ruins, a família dona da livraria, que funciona como motivo de Dalton voltar para ajudar e terminar o filme. Outra coisa que não faz sentido é sobre a indecisão do roteiro em escolher se vai ser sério ou não.
O diretor, Doug Liman também é culpado, por mostrar vários enquadramentos totalmente estranhos. Além disso, ele passa a sensação de que ele não sabe exatamente o que quer mostrar e dizer.
O filme também teve várias polêmicas antes do seu lançamento, como a briga do diretor, onde ele afirma que o filme deveria primeiro ir aos cinemas e somente depois ir ao streaming. Mas, a maior foi do roteirista, que afirmou que a empresa usou de IA's para reproduzir as falas dos atores enquanto rolava a greve dos artistas.
Enfim, o filme clássico de 1989, estrelado pelo Patrick Swayze é muito melhor que este remake, pois o antigo não se leva a sério, se tornando mais leve e engraçado. Já neste filme ele não se decide se quer ser sério ou abraçar o 'nonsense', se tornando assim um filme ruim.
Nota: 1,5.

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