Mad Max: Fury Road


Por Tomás Gimenes

“Furiosa”, o novo filme de George Miller, chega aos cinemas essa semana, nove anos depois de “Mad Max: Estrada da Fúria”, o filme que apresentou a personagem Furiosa, ter se tornado um dos filmes mais celebrados da década de 2010.

O filme original “Mad Max” (1979) conta a história de um homem cuja vida foi dilacerada em meio a um cenário distópico e pós-apolítico. A cada filme subsequente, a crise deste mundo se torna mais aparente, e Max assume um papel mais observador. Seus problemas ganham uma perspectiva diferente quando contrastados com um mundo cada vez mais problemático. Isto atinge seu pico criativo com “Estrada da Fúria”.

Max Rockatansky é capturado pelo Senhor de Guerra Immortan Joe, é usado como bolsa de sangue para Hux, um de seus soldados. Furiosa, uma das tenentes de Joe, foge de seu esconderijo com as “esposas” de Joe, que ele usa para expandir sua linhagem, com a missão de encontrar o “lugar verde”, um santuário idílico escondido longe. Max decide se juntar a elas e ajudar na missão, colocando Joe, Hux e o exército em seu encalço.

O que torna este filme único no cenário em que foi lançado é que a maioria dos filmes com esse nível de criatividade, no que diz respeito à construção do mundo, não costuma apresentar essa mesma preocupação com o desenvolvimento da história. Mas “Estrada da Fúria” é diferente. Está repleto de imaginação em cada cena, nos designs dos personagens, nas cores, nas sequências de ação e em toda a forma como a mitologia é expressa visualmente. É revigorante ver como George Miller cria certos personagens e elementos simplesmente por razões estéticas. Como que o “Duff Warrior”, um cara que toca uma guitarra que solta chamas, auxilia em uma batalha? Não sei e não me importo, porque é uma das coisas mais legais já vistas em um filme.

A combinação de efeitos práticos e CGI continua sendo uma aula magistral em narrativa visual até hoje, e a arte envolvida nas cenas de acidentes de carro, explosões e o uso de artistas acrobáticos para certas sequências de ação são surpreendentes.

Ao mesmo tempo, cada um dos personagens principais tem um caminho e uma profundidade em seu ser. Immortan Joe é um tirano obcecado por seu legado em um mundo que vê menos vida a cada dia, o que forma a base de suas tendências violentas e psicóticas. Hux teve exatamente a mesma educação dos companheiros do exército de Immortan Joe, mas é o único a questionar sua missão e eventualmente encontrar seu arco de redenção. E claro, Furiosa, em todos os sentidos a personagem principal, tem que lidar com a dor de suas ilusões despedaçadas e enfrentar a realidade da vida para ela e seus amigos.

“Mad Max: Estrada da Fúria” está disponível no Amazon Prime Video e Max e “Furiosa” chega aos cinemas brasileiros amanhã.

Nota: 5,0.


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