Três Dias que Mudaram Tudo
Por Ricardo Hasegawa
Está no ar no streaming da Netflix, a série "Três Dias que Mudaram Tudo", que narra a história do Acidente Nuclear de Fukushima Daiichi, na qual houve um terremoto, que provocou um tsunami e isso gera em sucessivas falhas nos sistemas de resfriamento dos reatores nucleares.
A série é baseada no livro, "On the Brink: The Inside Story of Fukushima Daiichi", de Ryûshô Kadota. Ela foi adaptada para série pelo Jun Masumoto.
A série se divide em 8 episódios, onde cada um aborda momentos do dia a dia da usina nuclear enquanto ela estava se destruindo e liberando o lixo atômico.
Conseguimos ver claramente alguns pontos positivos como o roteiro, onde ele apresenta algumas críticas sociais, como, o modo de política externa e interna do Japão, onde no caso do externo, eles prezam pelo extremo polimento e de que nada está acontecendo de errado no país, e do interno é se manter sempre neutro nas relações tanto pessoais quanto profissionais, além de sempre procurar alguém que saiba as respostas de tudo no trabalho e depender dele.
Outra crítica é sobre o Primeiro-Ministro, que nunca está sabendo o que está acontecendo com o país que comanda e sempre é passado para trás, além de sempre nunca escolher a melhor direção que o país tem a tomar, deixando todo o povo na mão, servindo apenas como um fantoche dos outros governamentais.
O patriotismo é também abordado, onde o sacrifício é sempre o melhor a se fazer, seja pelo bem da nação ou para o bem da empresa.
A fotografia também é muito impressionante, pois os cenários são bem fiéis, muito parecido mesmo com a cidade de Fukushima e toda a sua usina nuclear.
O uso de CGI também é muito convincente, pois eles focam o uso dela na implantação do terremoto com a geração do tsunami e todos os seus estragos na usina.
A atuação de alguns personagens também estão excepcionais, como, o Yakusho Koji, que faz o Yoshida Masao, está espetacular, onde ele faz o chefe responsável pela usina e que fica comandando ela depois que soa o alarme atômico. Conseguimos ver todo o seu sofrimento em comandar a usina e por isso ter de tomar medidas extremamente drásticas e que seus resultados poderão acabar com a vida dos funcionários. Outro é o Kohinata Fumiyo, que faz o Azuma, Primeiro-Ministro, onde se mostra em todos os episódios o quanto está sobrecarregado, seja pela opinião popular e internacional.
Já os seus pontos negativos são mais qualitativos, e neles estão os roteiros, que é feito num modo que deixa as coisas entediantes, onde você quer desistir dos episódios.
Eles também esquecem de focar na população em si, pois sabemos que faleceram mais de 18.000 pessoas, onde só 'vemos' as pessoas da usina e não da região que foi altamente abalada por causa de tudo o que aconteceu.
Eles também decidem querer se comparar a série da HBO, a Chernobyl, e talvez isto seja sua derrocada, pois as duas se tratam de um mesmo assunto, mas que são abordadas de forma diferente, ela parece faltar a humanidade, pois só se apresenta fatos.
Outro ponto são seus episódios, que são muito longos e extremamente cansativos, onde facilmente você pega no celular para ver outras coisas ou então até acaba dormindo.
No fim temos duas mensagens importantes, sobre a energia nuclear, onde a primeira é sobre a explicação do Milagre Econômico Japonês, que ocorre depois da II Guerra Mundial, onde o Japão tem a intervenção do governo norte-americano, que os ajuda economicamente para seu crescimento. A segunda é sobre o quanto o futuro será perigoso, pois eles terão que tentar achar um plano para tentar diminuir o lixo atômico.
Então fica a curiosidade sobre o tema, onde o que aconteceria algum desastre teria ocorrido em Angra? Até mesmo saber até que ponto as pessoas se sacrificam pelo bem maior.
Nota: 2,5.

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