Atlas


 Por Ricardo Hasegawa

O novo filme do streaming da Netflix, o "Atlas", fala sobre um futuro, onde uma I.A. quer acabar com as guerras e com a humanidade, pois ele vê que só elas é que fazem ter mais guerras.

Para isto o filme conta com alguns nomes na equipe criativa, na direção temos, Brad Peyton de, Daybreak; Os Detetives Doyle; Terremoto: A Falha de San Andreas; Rampage: Destruição Total; entre outros. Nos roteiros temos o Leo Sardarian de, StartUp e Housing Market, além de Aron Eli Coleite de, As Crônicas de Spiderwick; Locke & Key; Daybreak; entre outros.

O filme em si apresenta diversos problemas em diversas categorias, dentre elas o roteiro, justamente por ele ser extremamente clichê, onde eles tentaram se basear em diversos outros ótimos filmes de ficção científica como, Eu, Robô, onde o personagem principal vive num mundo tecnológico, mas ele por si vive num modo todo analógico; 2001: Uma Odisséia no Espaço, onde temos o vilão se inspirando no HAL 9000; O Exterminador do Futuro, com seu robô tecnológico e a Sarah Connor como esperança de ser a única a conseguir vencer; Resistência, a I.A. que quase destrói o planeta Terra e se vê obrigado a fugir; ou seja; todos os filmes são usados como referência para montar este filme, mas que no final percebe-se que eles só ficam na referência mesmo.

Outra categoria é o uso dos efeitos especiais, o famoso CGI, que fica se alternando entre horas boas e ruins, com momentos onde se consegue 'acreditar' que existe aquilo tudo, como as naves, todos os tipos de robôs, ou seja, toda a tecnologia existente, sendo na contrapartida, momentos em que os robôs se parecem bonecos de plástico, ficando até engraçado.

A outra categoria é uma dobradinha, com a direção e atuação, com os dois bem abaixo, pois sentimos que o Brad Peyton não conseguiu comandar absolutamente nada e por isto os atores ficaram bem abaixo do esperado, como o Simu Liu, por exemplo.

As únicas características que salvam é a questão do roteiro e da atuação, onde o roteiro, que não coloca o personagem de Simu um desprovido de inteligência, pois é ele que implanta as pistas do lugar que se encontra, para montar uma armadilha e botar seu plano de limpeza em prática. A outra questão é sobre a atuação de Lopez, Brown e Strong, que tentam entregar uma boa atuação, mas que por diversos fatores isto não acontece.

O saldo final que temos é que o filme tinha tanta possibilidade de ser ótimo, mas que no final seja por qualquer escolha, ele acabou se tornando bem mais ou menos.

Nota: 2,0.


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