Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik (Aniversário)

 


Por Tomás Gimenes

Há exatos 33 anos, um dos álbuns mais ecléticos e versáteis da história da música, e marca importantíssima da história do Rock N’ Roll se apresentou ao mundo. “Blood Sugar Sex Magik” foi lançado no dia 24 de setembro de 1991 e ajudou a sedimentar O Red Hot Chili Peppers no alto panteão da música.

Ao final dos anos 80, Anthony Kiedis, John Frusciante, Chad Smith e Flea já demonstravam um entrosamento natural, e pareciam estar próximos do som que eles tanto buscavam. Foi só quando eles conheceram Rick Rubin no início dos anos 90 que a mágica começou a acontecer.

Rubin, que já havia percorrido uma gama muito vasta na música, tendo produzido desde Johnny Cash até LL Cool J, incentivou a banda a apostar em sons mais melódicos em vez de riffs inspirados por bandas de Heavy Metal, uma mudança que agradou especialmente a Flea e Frusciante.

Em “Blood Sugar Sex Magik”, o processo de composição se torna mais ambicioso, e a letras ficam mais abstratas e imaginativas, marcando uma forte inspiração no psicodelismo que marca uma das influências da banda. Canções como “Funky Monks”, “Sir Psycho Sexy” e a faixa-título capturam bem essa essência.

A versatilidade da banda, tanto musical quanto temática, aparece logo de cara. “The Power of Equality” incorpora funk, punk e hip-hop para trazer uma mensagem de igualdade de forma cativante. Canções como “Breaking The Girl” e “I Could Have Lied” tratam sobre a dor e o peso de um relacionamento turbulento. O uso de percussões e a escolha de usar instrumentos acústicos destacam as canções do restante do álbum. E o mega hit “Give It Away” fez uma geração inteira pular e bater cabeça enquanto canta sobre a importância de valorizar o altruísmo e se doar ao próximo.

Até mesmo canções mais juvenis, como “Suck My Kiss” e “The Greeting Song” chamam atenção pelos inteligentes jogos de palavras e insinuações envolvidas na construção das letras.

Os momentos mais tocantes do álbum ocorrem nas músicas “Under The Bridge” e “My Lovely Man”. A primeira é uma belíssima meditação sobre a solidão e depressão, inspirada pela luta de Anthony Kiedis contra o vício. A segunda é uma belíssima homenagem a Hillel Slovak, guitarrista original da banda que havia falecido em 1988. Ambas estão entre as músicas mais intimas e emocionalmente potente da banda.

O álbum se encerra com a música “They’re Red Hot”, cover de uma famosa canção de blues do lendário Robert Johnson, funcionando quase como um comentário sobre a ligação da banda com as raízes do Rock N’ Roll e que, de alguma forma, a presença e importância deles para a música era algo que já estava prescrito.

Por anos, o RHCP percorreu a gama musical tentando achar aquele blend perfeito de todas suas influências musicais, e por anos, ele foi considerado “funky demais” para o rock e “rock demais” para o funk. A conexão com suas raízes musicais, e a persistência em explorar diversos gêneros musicais o levou até esse ponto, que para muitos, foi o auge criativo do grupo e, para muitos mais ainda, o início de umas das eras mais encantadoras de uma banda de rock na história.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Força Bruta: Punição

Shazam!

Kamen Rider - Vol. 1 (O Tenebroso Homem-Aranha)