A Garota da Vez - Woman of the Hour
Por Ricardo Hasegawa
Estreou nos cinemas o novo true crime, "A Garota da Vez", que trata sobre um serial killer que acabou com muitas mulheres na década de 70. O filme gira em torno da Sheryl Bradshaw, uma atriz que vai ao programa de TV, o The Dating Game, que consiste em uma mulher fazendo perguntas para 3 homens e no final somente um deles poderá sair com ela. No programa a Cheryl escolhe no final o rapaz, Rodney Alcala, que para muitos era o literalmente o melhor rapaz daquele momento, pois era totalmente diferente dos outros.
O filme tem a direção da estreante, Anna Kendrick que até então era atriz de filmes como, Querida Alice; Dummy; Um Pequeno Favor; Trolls; Amor sem Escalas; entre outros. O roteiro é assinado por Ian McDonald, de obras como, Some Freaks e Pieces of Me.
O filme tem uma ambientação focada na década de 70 e isto é seu maior acerto, pois a década em si é muito estilosa e bonita, pelo belo design dos carros, roupas, cortes de cabelo, filmes e músicas.
O seu roteiro consegue ser bom em um aspecto, o de mostrar o quanto a época era cruel com as mulheres, pois mostra os preconceitos que ainda persistem até os dias de hoje, como o fato de acharem que elas estão sonhando pois aquilo não acontecia por lá. Até mesmo ocorre com o fato da Sheryl não conseguir papeis em Hollywood por não aceitar ficar de biquíni ou ter cenas de nudez.
Mostra também o quão baixo os programas de encontros são armados e feitos para que os homens se saiam bem e as mulheres muitas vezes feitas de bobas.
A parte ruim do roteiro é que ele por vezes se torna confuso, com muitas idas e vindas, para mostrar a rotina do serial killer com algumas de suas vítimas. A Sherly em si não agrega muito em si para o andar da trama, pois mostra que ela foi uma das únicas que teve sucesso em fugir dele, muito por causa da sorte, que as outras não tiveram. Isso como é relatado na sinopse e no trailer é feito de modo que ela teria papel fundamental na vida do serial killer, mas fomos enganados.
Outro fato que não mostra é o modo de como ele conseguiu escapar da polícia, onde só aparece no letreiro final que ele conseguiu, mas não mostra, e isso seria de boa importância, porque mostraria o quanto ele era hábil em despistar as pessoas.
Além de tudo isto, temos infelizmente uma trama bem básica e cheia de clichês, que já vimos em diversas outras obras de true crime, tornando assim um filme bem abaixo, ainda mais se compararmos com o recente Monstro: Irmãos Menendez.
As atuações também estão bem no limite, não deixando nem chata nem legal, ficando naquele marasmo. Esperava-se que o personagem Rodney Alcala, fosse extremamente sedutor e inteligente, pois conseguiu conquistar milhares de pessoas com este aspecto, mas aqui ele não consegue passar o motivo do modo como conseguiu essa proeza, ele mostra somente alguns indícios.
Agora temos que falar da direção da Anna Kendrick, que é estreante na função, ela aqui deixa a desejar em alguns quesitos, mostrando que é novata, mas que consegue fazer um trabalho mais razoável, mostrando que conhece as técnicas como ângulos e momentos de filmagem que num futuro com mais prática a colocará em um pedestal mais alto.
O filme pega o anseio do público por obras de true crime, principalmente com os últimos anos, com inúmeras obras do gênero, mas este parece que fomos enganados, por passar a mensagem de que a Sherly era a responsável por algum momento muito importante na captura do serial killer, mas que na verdade foi exatamente ao contrário.
Nota: 2,5.

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