Moana 2


 

Por Ricardo Hasegawa


Em “Moana 2” temos a volta de Moana, a navegadora da tribo Motonui, que agora recebe um chamado ancestral, onde ela terá que quebrar a maldição a maldição do deus das tempestades, Nalo, na ilha escondida de Motufetu, mas antes terá que reunir uma equipe que a ajude a chegar na ilha, que aliás contará com o Maui.

O filme tem a direção de 3 pessoas que são iniciantes como diretores, mas que já fizeram outros trabalhos na indústria. O David G. Derrick Jr e Jason Hand, que trabalham em Moana - Um Mar de Aventuras e Encanto. A outra é Dana Ledoux Miller, que roteirizou a série Narcos.

Nesta continuação que se passa aproximadamente 3 anos depois dos eventos do primeiro filme, temos uma Moana mais velha e que agora adotou oficialmente a função de navegadora da tribo, então a vemos voltando de uma de suas incursões, na qual ela descobre um pote com desenhos de outros povos e que por isto tem a convicção de que eles não estão sozinhos no mundo, mas separados pela oceano.

Nesta volta a tribo ela tem uma visão sobre a maldição de Nalo, que separa a ilha de Motufetu do resto dos povos, pois ele não concorda que os seres humanos façam contato uns com os outros. Por isto ela tem de partir imediatamente antes que a maldição se conclua e os povos nunca mais se encontrem, mas antes ela precisará recrutar uma equipe para ajudá-la, aliás, o Maui também irá voltar e se juntar ao grupo.

O filme consegue aumentar em muito o seu desafio se comparado ao filme anterior, pois ele agora se torna algo mundial, ao contrário do que aconteceu no 1, na qual eram somente as ilhas que a deusa TeFiti criou é que seriam afetadas, diferente de agora, onde o mundo seria afetado. Até mesmo os ‘vilões’ são maiores, pois o deus de agora é muito mais forte que todos os outros.

Temos também uma absurda mudança em Moana, que já começa por ela atingir a função de navegadora da tribo e com isto ela descobre que existem outras tribos espalhadas pelo oceano, mas que por algum motivo ela não consegue encontrá-los, mas isto não irá a impedir de pelo menos tentar.

Mesmo com tudo isto, ela ainda está tentando se afirmar como pessoa, com aqueles pensamentos de pertencimento, de tentar se encontrar no mundo. Para completar esta ideia, eles colocam também o fato dela ser reticente a aceitar ajuda, por isto a missão só irá se completar se ela conseguir conciliar o trabalho em equipe.

Uma questão que eles adicionaram no primeiro filme e ainda mantém neste é a família e toda a sua importância para o desenvolvimento de uma pessoa, sendo em especial aos asiáticos, que daí se junta com o fato da herança cultural, que no caso se reflete como o culto aos antepassados e todas as suas festividades.

Nisto também está envolvido o fator da questão espiritual, com os novos deuses que são apresentados e também ao antigo.

Como um bom filme da Disney ele não pode faltar aquele tom de comédia, seja pelas piadas quanto aos personagens, como a equipe de Moana e os piratas de coco, que também apresentam uma outra versão no final do filme.

No quesito animação ele segue o selo de qualidade Disney, feito em 2D, com absoluta fluidez, onde você consegue imaginar um mar de verdade, uma ilha e se sentir dentro daquele ambiente.

Com isto sua ambientação é totalmente imersiva e que dá muita vontade de estar lá, principalmente naquela ilha paradisíaca, que transmite a sensação de paz, além de estar conectado com a natureza, com sua água extremamente azul, areia limpa e coqueiros cheios.

Seu único pesar fica por conta do roteiro, que praticamente é uma cópia do primeiro filme, com o problema quase idêntico, com um deus descontente e que somente a Moana será capaz de salvar o todo. A diferença é com as aspirações, que no caso fica maior, com ela tendo que salvar o mundo ao invés da tribo.

O filme tem a mensagem de que o estúdio só quer ganhar dinheiro, e por isto não exige uma inovação, que acaba se tornando um problema, pois filmes como Robô Selvagem, Meu Amigo Robô, O Menino e a Garça se apresentam muito superiores neste quesito.

Um filme bem legal, mas que falta coragem no seu roteiro em apresentar algo diferente.

Nota: 2,5.


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