Mufasa




Por Ricardo Hasegawa

Chegou aos cinemas brasileiros o filme, “Mufasa: O Rei Leão”, que conta a história de origem do Mufasa, famoso por ser pai do Simba e talvez o maior rei do mundo selvagem. Ele também serve como uma ‘continuação’ do filme Rei Leão, mostrando a filha de Simba, a Kiara, onde está com toda a turma do reino, enquanto seus pais estão fora.

Para o longa temos a direção de Barry Jenkins, de obras como, Se a Rua Beale Falasse, Moonlight: Sob a Luz do Luar. O roteiro é assinado por Jeff Nathanson, que também assina, O Rei Leão (2019), Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, O Terminal, Prenda-me se For Capaz, entre outros.

O filme levantou bastante suspeitas quando foi anunciado, por vários motivos, sendo talvez o principal o fato de como um roteiro iria ser feito, com as ligações com a obra original sem que ficasse muito forçado. Isto foi sanado, pois o roteiro está bem montado, muito por causa desta ideia, de contar uma história de origem do Mufasa, na qual se pode ir para outros lugares que não foram explorados, mas que tinham pistas na obra original.

Além disso, o filme consegue manter a fidelidade sobre a obra original, explicando diversos aspectos que sempre levantaram suspeitas. Eles adicionam a origem de cada personagem da turma, como o Rafiki, que foi expulso da sua turma por ser totalmente diferente, o Zazu e Sarabi, que eram da mesma tribo, mas que conseguiram fugir do ataque do Kiros, o leão branco que dizimou a tribo da Sarabi.

O mais legal mesmo é a explicação de dois fatores, a questão da irmandade de Mufasa e Scar, além do motivo da briga dos dois e a ‘exclusão’ de Scar da tribo de Mufasa. O outro é o local onde eles moram que sempre vemos nos filmes, aqui chamado de Milele.

O final quando o Mufasa se torna rei é um dos momentos mais marcantes do longa, pois a construção de tudo isto, vem ocorrendo durante todo o filme, mostrando que ele é sim o verdadeiro rei.

Outro motivo que as pessoas tinham receio era também pelo uso do CGI, pois as muitas obras do grupo Disney vem sofrendo com isto, em particular, os do estúdios, Marvel Studios, mas aqui foi o contrário, pois está muito lindo e incrível, com todos os animais sendo espetaculares, quase imperceptíveis que não são feitos por computador. Os cenários usados também são de outro mundo, ainda mais quando você consegue enxergar as referências do filme original, como o desfiladeiro onde Mufasa é jogado quando salva o Simba, mas o toque fica por conta de Milele, com a pedra onde Simba é apresentado ao reino.

Seu único contra em si fica por conta do ritmo lento para uma obra que não necessitava disso.

A conclusão que podemos tirar de tudo é que ele é um filme muito bom, mas que talvez não fosse ainda a hora dele de ser lançado, o que dá a entender que foi feito somente pela questão lucrativa por parte dos estúdios que se sentem obrigados a terem algo nas telonas.

Nota: 4,0.


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