Nosferatu - 2025


Por Ricardo Hasegawa

Estreou nos cinemas do mundo, o filme tão aguardado ‘Nosferatu’, que conta a história do Thomas Hutter, recém casado com Ellen Hutter, que está tentando subir na vida para proporcionar um conforto a todos. Ele é designado para colher a assinatura de uma compra de residência, mas por algum motivo ele tem de ir ao encontro do comprador, o Conde Orlok, que mora muito longe e está enfermo.

Enquanto isso, Ellen passa a ter diversos sonhos estranhos entre ela e um ser misterioso, que não mostra o rosto, o que gera consequências entre ela e seu marido, gerando uma angústia em deixá-lo viajar.

O filme tem a direção e roteiro de Robert Eggers, que também dirigiu “O Homem do Norte”, “O Farol”, “A Bruxa”, entre outros. O filme é um remake do filme homônimo, Nosferatu de 1922, dirigido pelo Henrik Galeen, que também é uma adaptação do livro Drácula, de Bram Stoker.

O roteiro está muito bem escrito, com seus pontos de virada muito bem definidos e sem nenhum tipo de nó, tudo isto por causa da sua estrutura bem definida e bem montada.

Uma de suas características bem legais é a mistura de gêneros, na qual ele coloca o terror, fantasia, romance e mistério. O legal é que o terror aqui não é aquele sempre clichê, ele parte para um lado mais psicológico, mas mesmo assim tem alguns jumpscares só para lembrar que ainda se trata de um filme de terror. O lado do romance é feito pelos personagens principais, na qual você consegue praticamente sentir o amor que eles sentem um pelo outro, e o final se faz mais potente por conta desse romance.

Temos até mesmo um pouco de crítica social no filme, na visão do avanço da ciência e no retrocesso do misticismo, que faz com que as pessoas não acreditem no que está acontecendo com a cidade. Essas críticas ocorrem mais explicitamente na figura do professor Albin Eberhart von Franz, que deixou o lecionamento da medicina para trocar pelo estudo das partes místicas, e também na loucura do dono da imobiliária e as pragas que assolam a cidade.

Uma das coisas mais legais do filme é com certeza sua fotografia e ambientação, a começar pelo vestuário dos personagens bem fieis aos de época, juntamente com todos os cenários, todos muito fieis. Ele também coloca a paleta de cores do filme sempre num tom mais escuro, geralmente voltado para o cinza, preto e azul, tendo poucas cores diferentes.

Aliás, temos o visual do Conde Orlok, que está sendo interpretado pelo grande Bill Skarsgård, está realmente tenebroso, mas no bom sentido, principalmente porque não o vemos claramente até certo momento, mas sentimos a sua presença demoníaca.

Por fim, temos de falar do diretor, o Robert Eggers, que se mostra extremamente obcecado pelo seu trabalho, sendo muito perfeccionista, dando atenção em qualquer tipo de detalhe, seja ele grande ou pequeno.

Aliás, ele coloca uma coisa que para alguns pode ser um ponto negativo, mas que não concordo com isto, pelo fato de ter isto na obra original, e aqui é retratado de um jeito mais ‘atual', que é a tensão sexual existente entre os 3 personagens, o Conde Orlok, a Ellen e o Thomas.

Nota: 4,5.


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