The Apprentice - O Aprendiz




Por Ricardo Hasegawa


O filme The Apprentice nos conta a história do jovem Donald Trump, primeiro como ajudante imobiliário na empresa da família até chegar a praticamente ser dono de grande parte de Nova York, tudo isto entre as décadas de 1970 e 80.

O filme independente é dirigido por Ali Abbasi, que também dirigiu, Holy Spider, Border, entre outros. Para o roteiro é escolhido o Gabriel Sherman, que também escreveu obras como, Alasca: Em Busca da Notícia, A Voz Mais Forte: O Escândalo de Roger Ailes, Independence Day: O Ressurgimento.

O filme tem um roteiro muito bem escrito, pois ele faz uma construção de narrativa de vida muito detalhada, claro, através de um recorte, o dele já adulto e iniciando o seu império.

Temos explicado detalhadamente o motivo dele ser tão horrível, que num primeiro momento vemos que tudo isto vem de sua criação, com seu pai, o Fred Trump sendo totalmente racista com seus comentários e ações com os aluguéis dos apartamentos, fazendo discriminação contra os inquilinos afro-americanos.

O segundo momento é relacionado com o advogado Roy Cohn, que os ajudou com este processo de discriminação e com isso começou a aprender a ser um aproveitador, controlador, a jogar extremamente sujo e ser extremamente egoísta, claro, tudo isto sobre as três regras do Cohn: sempre atacar; nunca admitir irregularidades; sempre reivindicar a vitória, mesmo se derrotado.

Uma das características que o Trump sempre ‘acredita’ é o famoso Sonho Americano (é a crença de que qualquer pessoa pode alcançar o sucesso e a prosperidade através do trabalho duro e da determinação), e sempre lembra no decorrer do filme sobre isso, algo que é incorreto, pois ele nunca veio de uma classe baixa, por ser de uma família de classe alta com muitos privilégios e o fato mais tóxico é que ele mexeu com muitos sonhos destes de outras pessoas.

Muitas das coisas horríveis que ele fazia com as pessoas é de que ele burlava várias leis, de todos os âmbitos, como o não pagamento dos seus funcionários, as propinas que fazia com muitas das pessoas da cidade. Aliás, ele também fazia uso dos artifícios para corrupção, como chantagem.

Tudo isto é causado pela atuação dos dois personagens principais, sendo em primeiro o Sebastian Stan interpretando o Donald Trump, fazendo ele perfeitamente, conseguindo transmitir toda a essência da pessoa ruim. Já o Jeremy Strong interpreta o Roy Cohn, e transmite toda a essência estranha que ele tinha, ficando ainda melhor como mentor.

A ambientação e fotografia é usado como referência nas décadas de 1970 e 80, com os prédios, carros, roupas, eletrodomésticos, cortes de cabelo, doenças e design da época. Aliás, o corte de cabelo de Trump ainda continua o mesmo daquela época, mesmo que ele tenha feito operações para continuar e assim.

O modo de filmagem e fotografia também faz ligação à época, com seu jogo de luz, que fica em tons pasteis, além da gravação com tela com pontinhos e chuvisco, representando o estilo da década.

No final o diretor deixa como mensagem a verdade sobre como um milionário realmente é na vida real, não ligando para as pessoas e não suportando elas, somente no quanto ela rende a ele. Além disso, ele também mostra o quanto o dinheiro pode se tornar uma influência negativa para as pessoas.


Nota: 4,0.


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