Kamandi - Vol. 4
Por Ricardo Hasegawa
Neste quarto volume do “Lendas do Universo DC: Kamandi” voltamos a acompanhar as aventuras de Kamandi neste novo planeta Terra, na qual tudo foi praticamente destruído e no lugar delas, os animais tomaram conta pois se tornaram racionais. Iremos acompanhar Kamandi na sua aventura agora no mar, atuando ao lado dos golfinhos, que construíram todo um império aquático, além de sermos apresentados a uma história sobre fantasmas e por último a uma ilha de monstros, com a invasão da Sacker.
A série é de autoria do Rei dos Quadrinhos, o lendário Jack King Kirby, que desenha e roteiriza, mas que tem a ajuda na arte final de D. Bruce Berry, que também assinou obras como, Lendas do Universo DC: Sandman e Outras Histórias, Lendas do Universo DC: OMAC, entre outras.
Como é de praxe nos quadrinhos de Jack Kirby, a imaginação é a força motriz de tudo, não sendo diferente por aqui, com os 3 arcos de história que ele implementa, sendo a primeira sobre o mundo marítimo que Kamandi encontra, na qual ele é comandado pelos golfinhos, que tem como ajudantes humanos que foram treinados para servi-los na luta contra as baleias assassinas. A segunda é sobre uma antiga faculdade amaldiçoada, na qual estranhas aparições estão surgindo e afastando qualquer tipo de vida que tente entrar por lá. A terceira é sobre o descobrimento de uma ilha, onde os animais que habitam esta ilha foram transformados em monstros, até que a Sacker a encontra e fará de tudo para conquistá-la e transformá-la num parque de diversões, mas que antes deverá encontrar uma guerra pela frente contra os cachorros.
A imaginação ainda fica mais aparente com os inúmeros lugares do território americano que Kirby adiciona, pois em sua maioria todos eles são reais, o que torna tão impressionante. A outra coisa é na quantidade de animais que são acrescentados durante o correr das páginas.
O Kirby ainda adiciona novas relações com os humanos, seja ela por meio de aparições ou insinuações, com os seres humanos sobreviventes sendo transformados em animais domésticos para com os golfinhos, e os animais se tornando destrutivos como os seres humanos em relação à natureza.
Já a arte é uma das características que é como chover no molhado, pois estamos falando de Jack Kirby, então o que podemos afirmar é que continua linda, com sua extensa criatividade, seja dos cenários como das páginas.
Seu cliffhanger também ainda é bem interessante e muito bem encaixado na história, deixando o leitor curioso para o que vem a seguir.
Nota: 4,0.

Comentários
Postar um comentário