O Eternauta - 1ª Temporada
Por Ricardo Hasegawa
Estreou no streaming da Netflix a série de produção argentina chamada O Eternauta, que narra a história distópica sobre uma noite em Buenos Aires em que Juan Salvo vai jogar cartas com seus amigos como de costume, mas de uma hora pra outra começa a nevar, e depois as pessoas que estavam na rua começam a morrer por causa disto, pois é uma neve tóxica. Depois disso ele e seus amigos começaram a batalhar pela sobrevivência, mas antes ele precisa ver o que aconteceu com a sua família.
A série é baseada numa história em quadrinho homônima, idealizada por duas lendas argentinas, o autor Héctor Germán Oesterheld e arte de Francisco Solano López. Para a Netflix a criação ficou por conta de Bruno Stagnaro, que assina obras como, El Amateur, Pizza, Cerveja, Cigarro, Un Gallo para Esculapio, entre outras.
A série conta com um roteiro extremamente cativante, pois está muito bem roteirizada, na qual temos os vários pontos de virada bem demarcados e desenvolvidos através do andamento dos episódios, que crescem com emoção exponencialmente.
Por se tratar de uma história apocalíptica e de ficção, muitas pessoas podem achar meio clichê, mas ela é produzida de uma forma tão natural que nada fica com este tom.
Aliás, ela também é uma mistura de vários conceitos, como a neve tóxica, que acaba com boa parte da população, insetos gigantes, que capturam as pessoas que conseguiram por algum modo sobreviver e depois sobre controle mental, na qual elas capturaram o restinho das pessoas que sobreviveram a tudo isto. Mas, tudo isto acaba se afunilando para o tema central da história que é sobre a invasão alienígena.
Como uma boa história sobre sobrevivência ela tem de retratar o lado humano das pessoas que conseguiram sobreviver, com a lembrança de que todas as convenções agora mudaram, aflorando o lado mais do ser humano, sendo o ruim, ele sendo extremamente egoísta e controlador, e no lado bom, ele sendo altruísta, inteligente e com um belo trabalho em equipe para que todos consigam melhores condições de sobrevivência.
A atuação foi outra coisa muito agradável, com praticamente todos entregando o máximo de si, fazendo com que acreditássemos neles. Mas não tem como não falar do Ricardo Darín, que rouba a cena em tudo, fazendo o papel de Juan Salvo, sendo o nosso protagonista e guia pela obra.
Os personagens em si também são bastante agradáveis, pois eles fazem um excelente grupo, com cada um complementando o outro, sendo por exemplo, o Juan o cara da ação e na contrapartida o Alfredo Favalli o cara da estratégia e montagem dos equipamentos. Tudo isto faz com que nos importemos com os personagens e queremos o bem deles.
Uma das características mais legais é a fotografia e ambientação, na qual tudo se passa numa belíssima Buenos Aires, com seu ambiente totalmente inóspito em comparação com a cidade que já fora antes, principalmente com a mistura do que foi mexido e não.
Aliás, é mostrado o Monumental, estádio do River Plate sendo a base para onde os vilões se instalaram, mostrando que historicamente o River é um time dos ricos, algo que abordaremos num possível próximo post.
Ela termina com um cliffhanger para a segunda temporada bem interessante, pois coloca outro ponto de interrogação na mente dos personagens sobre o que farão a seguir.
Nota: 5,0.

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