Thunderbolts



Por Tomás Gimenes

"Thunderbolts" reúne Yelena Belova, John Walker (agora o Agente Americano), Ava Starr (ou “Ghost”) e um sujeito chamado Bob, que acabam entrando um no caminho do outro devido a uma manobra da diretora da CIA Valentina Allegra de Fontaine, que esteve ligada a todos eles em algum momento, com o intuito de “limpar” a própria ficha em meio ao seu processo de impeachment. Com a ajuda do agora congressista Bucky Barnes e do melhor super-herói de todos os tempos (segundo ele mesmo) o Guardião Vermelho, eles se unirão contra ela e descobrirão seu projeto secreto que promete trazer destruição ao mundo.

O conceito de anti-heróis que se unem e formam um vínculo devido ao trauma compartilhado é algo que a Marvel faz muito bem, e é o caso aqui. A história traz muita profundidade e personalidade a esses indivíduos que, até então, desempenhavam apenas papéis secundários e terciários. Ele cria um tipo de dinâmica que estamos acostumados a ver em filmes como "Guardiões da Galáxia", ao mesmo tempo em que dá maior profundidade ao universo compartilhado ao reunir personagens conhecidos que não vimos interagindo até então.

O ponto de vista principal da história é Yelena, que começa a história querendo tomar um novo rumo na vida, não apenas se sentindo desmotivada por seu trabalho de realizar operações secretas para Valentina, mas também assombrada pelos pecados do seu passado. Por extensão, o filme foca bastante em Bob, que se conecta com Yelena devido aos seus problemas emocionais, e em Alexei, o Guardião Vermelho, de quem Helena se distanciou após a morte de Natasha e precisa encarar o fato de que sua indisponibilidade emocional os afastou.

Consequentemente, a história nos deixa querendo mais de Walker e Ava, que, embora tenham seus momentos, tanto cômicos quanto emocionais, acabam não tendo o mesmo foco que os outros.

É revigorante ver um filme da Marvel com ótimas sequências de ação e coreografia, onde a resolução da história não depende da ação em si. "Thunderbolts" tem um fator psicológico tão vital para a trama quanto para os personagens e sua dinâmica. Além disso, este filme se concentra mais nas vidas de civis e na parte de resgate do trabalho de heroi do que alguns dos filmes recentes do MCU, o que é uma parte importante da história que, na minha opinião, não foi tão bem explorada desde os dois primeiros filmes dos Vingadores.

Para saber mais sobre nossas opiniões sobre o filme, confira nosso último Reels, caso ainda não tenha assistido. E não deixe de conferir o filme nos cinemas.

Nota: 4,5.

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