Bailarina




Por Ricardo Hasegawa


Em Bailarina temos a Eve MaCarro, uma bailarina do Teatro Tarkovsky, que serve como sede secreta da academia russa de assassinos Ruska Roma, comandada pela Diretora. Ela que treina para se tornar uma assassina e bailarina completa, anseia pelas missões que irá cumprir a qualquer momento. Ela foi acolhida pela Diretora depois que seu pai foi assassinado por uma seita de assassinos e que ela conseguiu escapar, chegando a Diretora pelas mãos do gerente do Hotel Continental, Winston Scott. Aliás, o grupo também é responsável por treinar e abrigar o lendário assassino, John Wick.

O filme tem como diretor, o Len Wiseman, de obras como, Monstro do Pântano (2019), O Vingador do Futuro, Anjos da Noite, entre outros. Já nos roteiros temos o Shay Hatten, de obras como, Rebel Moon, John Wick 4, entre outros. Outro nome é Derek Kolstad, que é o criador dos personagens.

O filme em si tem uma história bem interessante, com a personagem aprendendo a canalizar sua raiva e força de vontade para aprender a se tornar uma arma e com isto se tornar um braço para a ordem.

Além disso, temos uma história que apresenta um início, meio e fim com pontos de virada bem demarcados, enxergando claramente cada ato do filme, mas, com seu final com um ponto de interrogação no filme, que pode indicar um possível próximo filme.

Ele é bem inclinado e consegue implementar a nova ideia na franquia, de expandir ainda mais a mitologia sobre este mundo dos assassinos, se tornando outra ramificação do Universo de John Wick, se tornando a segunda da franquia, pois antes veio a série, O Continental: Do Mundo de John Wick.

Uma das coisas mais legais do filme com certeza é o desenvolvimento da personagem Eve, que é interpretada por Ana de Armas. Tudo é criado envolta dela envolvendo toda uma mística, na qual ela pode tanto se tornar uma bailarina quanto uma assassina, ou até mesmo os dois, de tão habilidosa e esforçada. A colocam como uma boa no que faz inicialmente, deixando de lado este lado de comparação a John, não deixando a melhor logo de cara, principalmente por ela ser iniciante ainda, cometendo vários erros enquanto completa as missões, mas que muitas das dificuldades é deixado para trás com a sua extrema força de vontade.

Suas cenas de ação são extremamente empolgantes, com movimentos e artimanhas da franquia, com os vários tiros na cabeça, mas que se diferencia pelo uso de armas, seja ela branca ou de fogo, algo que no John Wick fica evidenciado pouca variedade. A também as cenas de luta corporal, este com a diferença de que ela está sempre em desvantagem por ser menor (estatura) de que seus oponentes, o que a faz penar para ganhar de alguns, usando vários objetos do cenário como ferramentas.

O seu único defeito fica por questão de roteiro, pois se esperava um pouco mais sobre o desenvolvimento da mitologia dos assassinos, ainda mais da Ruska Roma. Além disto, temos uma história totalmente clichê sobre vingança, com a personagem que teve seus pais mortos e que com isto ela treinará para ficar muito forte e com isto acabar com aqueles que fizeram este ato horroroso contra ela, desmoronando toda uma família.

Mesmo com tudo isto, o filme segue sendo divertido e legal de acompanhar, ainda mais pela atriz, que se dedicou a fazer as cenas de ação e também pela ampliação deste rico universo.

Nota: 3,5.


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