The Last of Us - 2ª Temporada




Por Ricardo Hasegawa


Nesta segunda temporada de The Last of Us se passa cinco anos depois dos eventos da primeira temporada, agora com Joel Miller e Ellie Williams vivendo na cidade Jackson, Wyoming, chefiada pelo seu irmão, Tommy. Ela agora está com 19 anos de idade e pertence a parte de rondas da vila, procurando por suprimentos e abate dos infectados. Neste meio tempo temos a Abby Anderson procurando pela Joel, pois ela irá matá-lo, pois foi ele que assassinou seu pai.

A série tem por trás duas mentes criativas, o Neil Druckmann, que é o escritor do jogo, The Last of Us e do Uncharted: Drake's Fortune. O outro é o Craig Mazin, que é o produtor de Chernobyl, Super-Heroi: O Filme, entre outros.

Esta segunda temporada segue os acontecimentos do segundo jogo da franquia, com os eventos da consequência do que o Joel fez com os vagalumes lá em Salt Lake City, na qual agora a Abby virá atrás de vingança e depois a Ellie é que irá atrás de vingança em Seattle.

Aqui ela traz um tom bem mais sensível que a primeira temporada, pois ela apela para o lado mais humano, do que aconteceu com o mundo.

Eles tentam trazer um pouco mais para a realidade, com as questões, do falecimento, girando em torno dos personagens, Dra. Gail Lynden, que teve seu marido infectado e morto pelo Joel, Abby Anderson pela morte do seu pai e médico, que era o único capaz de criar uma vacina para tudo isto e para a Ellie Williams, que presencia a morte covarde de Joel pelas mãos da Abby e seu grupo.

A vingança por parte da Abby e Ellie, na qual as duas não irão medir esforços para esta caçada. A superação de Ellie e Joel, pois os dois têm de se perdoar do que fizeram para conseguir seguir em frente. E por último temos o amor, visto pelo lado paternal, visto pelo Joel e Ellie, na qual ele a considera como filha e tenta ser como um pai, com seus erros e acertos, já a Dina, Ellie e Jesse é o amor apaixonado, formando quase um triângulo amoroso, mas pelo lado da Dina, que serve como ponto chave.

A história se passa por dois pontos de vista, sendo o primeiro a Ellie, sendo o andamento normal da série, com ela passando por todos os momentos tensos para conseguir sua vingança e no segundo é sobre o Joel, com uma explicação de como ele é, além de mostrar seus últimos momentos entre ele e a Ellie, com seu sentimento de ser pai novamente.

Outra característica bem legal é o desenvolvimento de novas tramas, com uma sendo o desenvolvimento do fungo, Cordyceps, que gerou novas mutações, tanto nos infectados, que mudaram de forma, quanto na proliferação, que agora os poros deles são agentes infecciosos.

A outra é sobre o surgimento de novos grupos de Seattle, sendo o primeiro a WLF, uma milícia implacável, que age com extrema violência contra as pessoas que têm opinião diferente da deles. A segunda é sobre os Serafitas, uma seita implacável, que vivem escondidos pelas ruas e não são adeptos a muita tecnologia, além de também agir com extrema violência.

Os dois grupos vivem na mesma cidade e estão em guerra um contra o outro, na qual não existe conversa entre eles e usam de extrema violência, sendo não perdoados até mesmo as mulheres, crianças e idosos.

Sua ambientação e fotografia continua algo extremamente fantástico, sendo uma ode às distopias, com um intenso grau de realismo, mostrando a cidade e suas consequências de se passar tanto tempo sem manutenção e tomado pela vegetação. Além disso, temos algumas explicações sobre o vestuário, que tem tudo haver com o ambiente em que eles vivem.

Seu cliffhanger para a próxima temporada é algo muito bem produzido, pois ela termina num ponto em que já se espera por um próximo episódio.

Talvez a coisa mais interessante da temporada é a mensagem que a série passa, com a bela e profunda relação que é construída entre o Joel e a Ellie, que se gostam de verdade, mas tem aquele sentimento de vergonha em expor seus sentimentos. Temos também a profunda culpa que Joel sente por não ter deixado a Ellie para os vagalumes, sendo egoísta e levá-la consigo para Jackson, mesmo que para isto teve que passar por cima de todos.

Nota: 5,0.


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