Ed Gein
Por Ricardo Hasegawa
Na Graphic Novel, Ed Gein, temos a ficcionalização de um dos mais influentes serial killers do mundo, na qual vamos acompanhar desde a sua infância até os seus momentos finais, quando estava cumprindo sua pena no hospital psiquiátrico.
Também temos uma breve citação no quanto o caso se tornaria famoso e com isto toda a suas consequências para o âmbito da cultura pop.
O quadrinho tem o roteiro assinado pelo Harold Schechter, que também é responsável por obras como, Serial Killers - Anatomia do Mal, Lady Killers Profile: Jane Toppan, Lady Killers Profile: Belle Gunness, entre outros. A arte é assinada por Eric Powell, o mesmo de obras como, Goon Omnibus: Um Monte de Velharia, Capuz: O Sangue Que Vem das Pedras, entre outros.
Uma das coisas mais legais do quadrinho é que ele é uma graphic novel, que determina que ele acaba neste único volume, tendo um começo, meio e fim, não dependendo de uma continuação.
Ele também pode ser considerado como uma biografia do Ed Gein, mostrando desde o seu nascimento até o momento de sua morte, se expandindo também para a cultura pop. Por isto ele relata todos os fatos que ocorreram com ele, passando principalmente pelo seio familiar, com sua mãe, Augusta; uma mulher totalmente controladora, fanática religiosa, na qual nenhuma pessoa prestava, pois todas eram corrompidas, além de criar Ed numa visão feminina, ao contrário de seu irmão.
Seu pai, George; um homem submisso a Augusta, muito tímido e de difícil compreensão, sofria com a doença do alcoolismo, que por consequência se tornava agressivo e abusador.
Com todo este panorama vemos este desenvolvimento de Ed, num lar totalmente fora do padrão e tóxico, que pode ter corroborado para suas atitudes. Além disso, vemos que ele desenvolveu sérios problemas como, querer ficar para sempre com a mãe, ao mesmo tempo que tinha repulsa a ela e a amava ao mesmo tempo, o que justificava os cortes nas vítimas. Ao mesmo tempo, ele sentia que queria ser uma mulher, por isto se vestia e agia como uma de vez em quando.
A crueldade com as vítimas foi um fato que aterrorizou até mesmo aos agentes da lei, pois crimes deste tipo não eram tão comuns na época, piorando ainda mais com o fato dele ter retirado de túmulos corpos de pessoas.
Já a arte de Powell é outro acerto, pois ele traz todo aquele realismo, com os personagens se parecendo muito com os da vida real. Além disso, temos toda a composição de cenário, que dão um ar de terror que o quadrinho necessita, acompanhado pelas cenas de violência extrema sendo bem gráfica.
Tudo se tornou tão memorável que se tornou peça importante dentro da cultura pop, sendo até hoje tendo representações do caso, principalmente agora com a série da Netflix, que estreia dia 3 de Outubro, voltando ao ‘sucesso’ do caso. Ele ainda conta com outros sucessos, como o livro Psicose, escrito pelo Robert Bloch e adaptado para filme nas mãos do diretor, Alfred Hitchcock, os filmes, O Massacre da Serra Elétrica, do diretor Tobe Hooper e O Silêncio dos Inocentes, do diretor Thomas Harris.
Por isto o quadrinho se torna tão legal, por mostrar simplesmente a vida de Ed, ao contrário dos outros, que mostram momentos da vida ou usam de algumas evidências dos seus crimes.
Nota: 4,0.

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