My Hero Academia - Vol. 1



Por Ricardo Hasegawa

Em My Hero Academia entramos num mundo em que parte da população do mundo começou a nascer com poderes, o que colabora com a questão da existência das super pessoas, e sendo assim para a também existência de super herois e supervilões.
Dentre eles temos Midoriya Izuku, um jovem que nasceu sem problemas mas que tem o desenho de se tornar o super heroi número 1, assim como seu maior ídolo, All Might, que enfrenta todas as dificuldades com o maior sorriso no rosto. Mas, para isto, ele precisa entrar primeiro na escola para super herois, a U.A e ainda o mais difícil, adquirir algum poder.
Certo dia enquanto voltava para casa, se depara com um ataque de um vilão a um amigo seu, o Bakugo Katsuki, que tem o poder de explosões, mas que na hora nao consegue fazer nada, ele e os outros herois decidem esperar por outro que tenha um poder parecido com o do vilão para que nada saia do controle. Em meio a tudo isto, Midoriya decide salvar o amigo, mas na hora que tudo ia sair errado, All Might aparece e salva os dois. Depois Midoriya decide contar a All Might sobre o seu desejo de se tornar o maior heroi de todos, All Might decide que irá ajudá-lo a conquistar tudo, mas primeiro começa seu treinamento corporal, pois só assim All Might poderá transferir o seu poder a Midoriya.
Agora com Midoriya com poder, cabe a ele entrar U.A e aprender a se tornar um verdadeiro super heroi, e carregar o bastão da esperança de All Might.
O mangá é escrito e desenhado pelo Horikoshi Kōhei, o mesmo de obras como, Ōmagadoki Dōbutsen, Sensei no Bulge, entre outros. A história foi publicada pela editora Shueisha e serializada na revista Weekly Shōnen Jump. Para o Brasil que publica é a editora JBC, que reúne neste volume os contents de 1 a 7.
A história tem o tema bem interessante, um mundo de super-herois, algo que soa tanto para o Ocidente quanto Oriente um tema muito batido e clichê, mas o que o Kōhei faz é algo diferente, pois ele consegue trazer uma mistura dos dois tipos de herois, tanto do Oriente quanto do Ocidente, como por exemplo a questão do All Might ser praticamente o Superman, lembrando até mesmo as suas cores, azul e vermelho. Já na parte do Oriente, lembra-se a questão dos valores de sacrifício é dever, na qual todos eles mesmo sabendo que talvez não conseguirão se sair bem, mas decidem ficar e ganhar tempo para que as pessoas consigam fugir. Outra coisa é essa relação com o fato de todos eles terem equipes e uma relação mestre-discípulo. Claro, não podemos esquecer do foco na sua aparência e estilo, todos extravagantes.
Um fato interessante é nessa questão do mundo apresentar que cerca de 80% da população mundial agora já nasce com o ‘dom’, fazendo crer que muitos dos ataques são sempre uma questão bem difícil de lidar, pois existem os mais variados dons, que podem ser bem perigosos e envolver muitos perigos.
Aliás, uma das outras coisas mais interessantes é que temos de voltar à reflexão do que é ser um heroi, como a questão do sacrifício em prol das outras pessoas, sem pestanejar. A questão de ajudar os outros mesmo se estiver morrendo de medo.
A análise da situação para se evitar que civis e outras pessoas se machuquem, além de também saber sobre os defeitos dos vilões e assim agir de acordo para minimizar os erros. Por fim temos a questão dos melhores herois sempre estarem sorrindo, pois isto ajuda os outros a se acalmarem ante ao perigo.
O fato de existir de fato uma escola, a U.A , que ensina aos seus alunos a se tornarem os melhores super herois, na qual terão que se provar durante todos os dias, com as lições que os professores aplicam durante as aulas.
Os personagens em si também são muito interessantes, pois eles tem muito potencial, pois são muito cativantes, na qual cada um tem diferentes dons e que todos eles são incríveis quando estão em equipe.
Já em relação a arte temos um traço que mistura os mangás com os comics americanos, pois ele consegue passar muito bem as informações e sentimentos que se precisa no momento. Além disso, tem uma construção de cenários bem interessante, pois tem um certo realismo.
Temos personagens com formas arredondadas e rostos expressivos, mas com detalhes mais realistas em músculos e anatomia, especialmente nas cenas de ação.
Por tudo isto ela é uma história interessante e cativante, que vai ser bem legal de se acompanhar o seu desenvolvimento.

Nota: 4,5.


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