De Volta ao Mar


 

Por Ricardo Hasegawa

O filme De Volta ao Mar conta a história de Rona, uma mulher que vivia em Londres, mas por conta do seu vício em álcool decide voltar para sua cidade natal e tentar se recuperar por lá. Conforme o tempo avança ela começa a descobrir outros problemas que sempre a acompanharam mas que ela os varria para baixo do tapete, mas que agora eles saíram e ela terá que enfrentá-los para conseguir seguir em frente.
Em meio a tudo isto ela também tem de se preocupar com o estado de saúde de seu pai, que sofre de bipolaridade e vive numa fazenda isolada. Para conseguir dar a volta por cima ela decide se juntar a uma equipe de pesquisas de uma nave que está em risco de extinção e para isto precisa se mudar para um lugar ainda mais remoto, onde na certa terá momentos de solidão que poderiam ajudá-la na sua recuperação.
O filme tem a direção e roteiro da Nora Fingscheidt, a mesma de obras como, Imperdoável, Transtorno Explosivo, Ohne diese Welt, entre outros. Além dela temos no roteiro a Amy Liptrot, que este é seu primeiro trabalho.
O filme em si conta uma história de mudanças, com a nossa personagem Rona tentando se reencontrar na vida, devido aos problemas que vem carregando nos últimos tempos.
Ela também pode ser uma história voltada sobre o comportamento de doenças nos seres humanos, bem como isto afeta a todos.
A princípio temos duas delas, o alcoolismo e as mentais, com o alcoolismo o fator dependência sendo o mais alertado, pois vemos que todo tipo de coisa serve como gatilho para ela consumir e assim escapar do mundo. Falando sobre as doenças mentais, temos a visão de como isto influencia a toda a família corroborando ainda mais para a sua destruição, na qual temos a visão da Rona pequena convivendo com os surtos de seu pai, enquanto sua mãe tentava contornar a situação, mas com muito medo.
Com isto também temos o lado do quão difícil é a luta contra a doença do alcoolismo, pois existem inúmeras tentações que fazem com que a pessoa possa ter uma recaída, mostrando sua tremenda luta contra isto. Além disto vemos o quanto esta luta é diária e que se mostra gratificante vencê-la.
Isto tudo é relacionado aos benefícios dela conseguir se reconectar com sua vida, mostrando que também é possível fazer isto sozinho e finalmente conseguir recuperar aquilo que perdeu pelo caminho.
Acho que seu único ponto fraco fica por conta da sua montagem, na qual às vezes se tornam meio confusas, na qual você fica meio perdido não sabendo se aquilo é uma continuação da cena ou se teve um intervalo de tempo.
A mensagem que fica é muito sutil e sensível, com ela no final conseguindo ouvir o ‘canto’ do pássaro que ela estava sempre procurando, mas que somente o encontrou quando estava em paz e finalmente o conseguiu ouvir com clareza.

Nota: 4,0.

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