Família de Aluguel



Por Ricardo Hasegawa


Em “Família de Aluguel” , o mais novo filme do grande astro Brendan Fraser, o coloca como Phillip Vanderploeg, um ator dos Estados Unidos que se mudou para Tokyo em busca de novas oportunidades. Agora, 7 anos mais tarde, vemos ele em busca de projetos, mas agora se colocando em qualquer tipo de papel, pois alguns projetos ficaram escassos e ele precisa se manter.
Por causa disto é que surge um papel numa nova empresa, Família de Aluguel, que presta um serviço às pessoas que precisam de família, mesmo que em casos totalmente estranhos, como ir ao enterro sendo amigo do falecido ou fingir ser um noivo para que a mulher consiga ir embora do Japão para conseguir viver a própria vida.
Um filme que tem a direção e roteiro de Hikari, que assina obras como, Treta, Tokyo Vice, 37 Segundos, Where We Begin. Temos também no roteiro o Stephen Blahut, que também trabalhou nos roteiros de 37 Segundos.
Um filme como este não vejo sendo feito em outras mãos, a não ser da Hikari, muito por causa das suas questões humanas bastantes complexas que são apresentadas, como a moralidade, fidelidade, felicidade, tristeza, arrependimentos, entre outros, algo que a diretora sabe trabalhar muito bem. Ela consegue apresentar uma por uma na visão do então estrangeiro, Phillip, enquanto ele se depara com os traquejos da sociedade japonesa, como a questão do casamento, criação dos filhos, a solidão, legado, entre outras coisas.
Ela também brinca muito com a dualidade do Phillip, no caso dele ser ator, pois nos dois locais de trabalho ele tem de passar a fidelidade do seu personagem que está interpretando, mas que isto vai ser tornando um fardo para ele conforme o trabalho na Família se torna bem mais pessoal, pois ele começa a mexer mais com o lado psicológico das pessoas e no dele também, porque ele começa a levar para fora do trabalho.
Uma das coisas que passam despercebidas é quando ele fica vendo as outras famílias da janela do seu apartamento, pois é naquele pequeno momento em que ele consegue apreciar os momentos de famílias, sejam elas quaisquer que forem, como o casal que acabou de ter um bebê, o de um senhor de idade fazendo suas coisas sozinho ou então de uma moça que mora sozinha e está começando a entrar na fase adulta.
No final vemos que ele começa a combater a empresa no que ele acha que está totalmente errado e assim conseguindo promover mudanças que assim fariam mais sentido ao seu propósito, pois antes eles vendiam sonhos e mentiras, sendo que inclusive eles mesmo viviam este tipo de coisa, acreditando que era o certo. Agora eles conseguem vender a verdade e ajuda e sendo que agora eles viraram uma família.
Temos também uma verdadeira crítica ao Japão e a toda sociedade, pois embora sejam bem futuristas eles ainda são muito conservadores, sendo que eles se mantém que a impressão sempre será tudo, além de sempre mostrar que a pressão pelo sucesso é enorme, forçando as pessoas ao seu extremo e muitas das vezes isto dá errado. Ele também mostra que estamos nos esquecendo do que é realmente o certo em como sociedade e como tratar as pessoas.
Como a mensagem final fica por conta do diálogo entre a Mia e o Phillip, por quê os adultos mentem? Porque é mais fácil do que dizer a verdade.

Nota: 4,5.

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