Zootopia 2




Por Tomás Gimenes

“Zootopia 2” nos reconecta com Nick Wilde e Judy Hopps, agora parceiros no departamento de polícia de Zootopia. Em sua primeira semana no caso, a dinâmica entre eles já é posta à prova, pois fica claro que, apesar da forte amizade, Nick e Judy têm diferenças fundamentais, especialmente em relação à forma como abordam seus trabalhos.
Em uma missão para se infiltrar em um evento de gala organizado pela família Linkxley, eles conhecem Gary De'Snake, uma cobra cuja família está ligada às origens da fundação da cidade e os eventos que levaram os répteis a serem banidos dela.
Judy e Nick então embarcam em uma jornada para ajudar seu novo amigo, se tornam fugitivos, entram em conflito com a família Linkxley e, no processo, resolverão seu próprio relacionamento.
Se "Zootopia" funcionou como uma alegoria para o preconceito, explorando principalmente a natureza dos estereótipos e como eles afetam diferentes grupos sociais, "Zootopia 2" aborda o tema do apagamento e da apropriação social, mostrando um lado mais complexo do preconceito sistêmico. Obviamente, assim como no primeiro filme, nem todas as facetas da crítica são isentas de falhas – a representação da família Linkxley, por exemplo, evoca muitas das características que associamos aos estereótipos de um determinado grupo étnico e religioso.
Mas o filme ainda consegue ser instigante, abordando a importância da preservação da memória e da reparação para promover a justiça para os grupos minoritários. Tudo isso enquanto conta uma história sobre amizade e a importância de se ter um objetivo moral que transcende o individualismo.
“Zootopia 2” está em cartaz em cinemas de todo o país e está indicado a diversas premiações, incluindo o Oscar de Melhor Filme de Animação.

Nota: 4,0.

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