Peaky Blinders: O Homem Imortal
Por Ricardo Hasegawa
O filme Peaky Blinders: O Homem Imortal, traz de volta a Birmingham o seu mais notório dono, Thomas Shelby, que estava exilado depois dos acontecimentos da última temporada da série. Agora ele terá que voltar a ativa para ajudar seu filho Duke, que ficou a cargo de liderar os Peaky Blinders, mas que agora foi enganado por um fascista e irá cooperar com ele, traindo a Inglaterra contra a Alemanha.
O filme tem a direção de Tom Harper, que também dirigiu obras como, Agente Stone, Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas, As Loucuras de Rose, entre outros. No roteiro temos o Steven Knight, que assina obras como, A Thousand Blows, House of Guinness, Maria Callas, entre outros.
Este filme foi projetado para literalmente dar um fim em toda a saga dos Shelby, com o seu único membro restante da gangue, Tommy, mesmo que a sua irmã, Ada ainda esteja viva, mas que não participava das ações da família. O filme retrata estes dias de Tommy, onde vive na antiga mansão, agora fantasma da família, se apegando a suas falhas do passado, na qual lutou tanto e errou tanto que nenhum membro pode desfrutar destes privilégios.
Ele também brinca muito com o lado mais pessoal dele, com o fato dele ser ter uma descendência cigana, envolvendo em todo o seu folclore, como o cachecol da Ruby, sua filha morta, que aparece no entorno da casa; nas suas visões do passado que o assombram em todos os instantes; e até mesmo na reaparecimento da mãe do Duke, mas este feito pela sua irmã, que é gêmea dela.
Outra característica que o filme também usa é sobre os fatos históricos, sendo aqui com o início da II Guerra Mundial onde houve vários bombardeios alemães a várias cidades da Inglaterra fazendo com que as pessoas se feriram, por isto tiveram que ser construídos abrigos antiaéreos e também usados os caminhos do metrô.
Talvez o fato mais interessante do filme seja mesmo em mostrar o declínio de Tommy, que com a série se mostra o falso ideal de homem a ser seguido, com ele conquistando literalmente tudo, mas que com o passar do tempo tudo se perde, por mérito dele e agora mostrando que ele foi o culpado pela morte da família, sendo atormentado por isto e também pelos causos da guerra e que por causa disso quase nunca tem um descanso mental.
O seu único demérito é sobre duas questões, sendo a primeira dele não querer voltar junto com a Ada, sabendo do extremo perigo que a família está correndo e somente quando o fantasma da mãe do seu filho pede é que ele resolve agir. A segunda é sobre a terrível sensação de que isto possa virar um possível spin-off, agora centrado no Duke, que vira o Rei dos Ciganos.
O filme traz algumas mensagens que acompanharam a série, mas que não tiveram respostas na época, como a bala nominada com o Tommy, que deveria ser usada para matar cada um da família e menos a dele tinha sido usada. Seu ritual funerário cigano é muito simples, mas com muito gesto e respeito.
De fato temos um final para o personagem, na qual ele se afasta de tudo e faz a reflexão de que sabe que conseguiu conquistar as coisas, mas de nada valeram, pois o preço da conquista foi perder o mais importante, a família, sendo que no final ele relembra uma de suas icônicas frases.
Eu cheguei tão perto. Eu quase… porra, eu quase consegui tudo!
Nota: 3,0.

Comentários
Postar um comentário